Sociedade

Pandemia com "intensidade reduzida e transmissibilidade moderada" em Portugal

Portugal tem uma incidência de 91 casos por 100 mil habitantes acumulados nos últimos 14 dias, o que representa “uma tendência estável a nível nacional”. De realçar que na última atualização do relatório, divulgado na passada sexta-feira, a incidência era de 84, no entanto, “nenhuma região apresentou uma incidência superior ao limiar de 240 casos em 14 dias por 100.000 habitantes”.


A pandemia de covid-19 em Portugal está com uma “tendência estável” e “nenhuma região” registou mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, segundo o relatório ‘Monitorização das linhas vermelhas para a covid-19’, divulgado, esta sexta-feira, pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Portugal tem uma incidência de 91 casos por 100 mil habitantes acumulados nos últimos 14 dias, o que representa “uma tendência estável a nível nacional”. De realçar que na última atualização do relatório, divulgado na passada sexta-feira, a incidência era de 84, no entanto, “nenhuma região apresentou uma incidência superior ao limiar de 240 casos em 14 dias por 100.000 habitantes”, aponta.

Também na semana passada, a incidência apresentava uma “tendência crescente” no grupo etário com 80 ou mais anos. Contudo, esta semana, “no grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 68 casos, com tendência estável a nível nacional”.

Já o rácio de transmissibilidade (RT) mostra “uma tendência estável a crescente”, ao apresentar um “valor igual ou superior a 1”. O RT é de 1,02 a nível nacional e na maioria das regiões, com exceção do Alentejo e Algarve que apresentam uma tendência decrescente (0,80 e 0,95 respetivamente).

Tal como o número de casos, também o número de pessoas internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) com sintomas da covid-19 em Portugal continental “revelou uma tendência estável, correspondendo a 23% (na semana anterior foi de 22%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”.

Também “a mortalidade específica por COVID-19 (9,4 óbitos em 14 dias por 1.000.000 habitantes) apresenta uma tendência estável, o que revela um impacto reduzido da pandemia em termos de mortalidade por covid-19 (menor que 10 óbitos por milhão em 14 dias)”.

Na última semana, a taxa de positividade dos testes realizados ao vírus SARS-CoV-2 foi de 1,6%, “encontrando-se abaixo do limiar definido de 4,0%”. Observou-se ainda ”decréscimo do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”.

Segundo o relatório, “a variante Delta (B.1.617.2), originalmente associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100% dos casos” analisados entre 4 e 10 de outubro.

Em suma, “a análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade reduzida e transmissibilidade moderada, com tendência estável a nível nacional”. Já “a pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são reduzidos e têm tendência estável”.

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