Sociedade

Fortes chuvadas vão dar tréguas ao longo da semana, mas vem aí o frio

“Este período de chuva persistência que se tem verificado nos últimos dias irão diminuir gradualmente quer de intensidade quer de frequência”.


A chuva intensa que se fez sentir nos últimos dias parece que vai dar tréguas ao longo desta semana. A garantia foi dada ao i pelo meteorologista do IPMA, Bruno Café. “O resto da semana vamos passar para regime de aguaceiros, que serão particulares no norte e no centro, mas que vão diminuindo gradualmente de intensidade e de frequência durante a semana”, garantindo que “este tipo de situação de chuva persistente com vento forte associado não se prevê”.

Mas nem tudo são boas notícias. A região do Algarve poderá continuar a ser fustigada durante o dia de hoje. “Esta massa de ar quente e húmido que está a afetar Portugal continental irá gradualmente, a partir de hoje, nas regiões a norte e centro passar de uma massa de ar mais frio e mais seco para um regime de aguaceiros”, acrescentando que “este período de chuva persistência que se tem verificado nos últimos dias irão diminuir gradualmente quer de intensidade quer de frequência. Hoje a região sul é que poderá ser mais afetada com esta chuva, mas sem previsão de aviso”, diz ao i.

Ao mesmo tempo, vamos assistir a uma descida de temperatura durante a semana. “Esta diminuição de precipitação já a partir de noite de terça para quarta-feira pode mesmo ser neve acima de 1400 a 1600 metros de altitude”.

Ocorrências O mau tempo que se fez sentir nos últimos dias levou a Proteção Civil a atuar. Ao i, o comandante José Miranda diz que desde as 0 horas de domingo até às 8 horas foram registadas 47 ocorrências no país, a destacar, essencialmente, apenas seis no distrito de Viseu, cinco em Lisboa e Braga e as outras repartidas pelos restantes distritos, salvaguardando que em Bragança, Guarda e Portalegre não houve qualquer registo de ocorrências”.

Mas no total, entre quinta-feira às 14 horas, até às 8 horas de domingo, foram registadas 1 659 ocorrências, em que a maioria esteve relacionado sobretudo com “quedas de árvores, movimentos de massas, inundações, quedas de estruturas e limpezas de via”, não havendo, no entanto, “registo de danos significativos ou de feridos”.

Estas ocorrências foram mais significativas no litoral nomeadamente, 225 em Lisboa, 199 em Coimbra, 152 Leiria, 165 em Aveiro e 151 em Setúbal.

Para ocorrer às 1659 ocorrências no país, foram mobilizados 2055 meios e 6287 operacionais das várias forças de segurança, bombeiros e serviços municipais de proteção civil. “Foi uma ação conjunta de vários agentes de proteção civil”, garantiu ao i.

De acordo com o mesmo responsável, as ocorrências estão relacionadas, sobretudo, com “quedas de árvores, movimentos de massas, inundações, quedas de estruturas e limpezas de via”, não havendo, no entanto, “registo de danos significativos ou de feridos”.

Recorde-se que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) acionou às 18h de sexta-feira o alerta amarelo de prontidão do dispositivo de proteção e socorro em todos os distritos, à exceção de Beja e Faro, devido ao risco de inundações e cheias.

No sábado, a linha da Beira Alta esteve cortada devido à queda de uma árvore. De acordo com fonte oficial das Infraestruturas de Portugal (IP), foi “restabelecida a circulação de comboios entre Santa Comba Dão e Carregal do Sal, após reparação da avaria na catenária”, provocada pela queda de uma árvore de grande porte devido ao mau tempo.

 

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