Sociedade

INEM equipa ambulâncias com monitores de sinais vitais que permitem realizar eletrocardiogramas

Investimento é superior a 600 mil euros.


A partir desta segunda-feira, as Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) passam a estar equipadas com um novo monitor de sinais vitais, que permite a realização de eletrocardiogramas (ECG).

O investimento superior a 600 mil euros neste equipamento vai habilitar os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) “a aplicar uma das competências adquiridas com a Carreira Especial de TEPH, o Protocolo de Dor Torácica”, indica o INEM, em comunicado.

A disponibilização destes monitores em 56 ambulâncias vai traduzir-se “numa melhoria da prestação de cuidados de saúde a quem deles necessita, designadamente a doentes com sinais e sintomas de patologia cardíaca”. O Instituto sublinha que anualmente, são enviados meios de emergência para mais de 17 mil casos de dor torácica.

“Os novos monitores permitem a realização de ECG de 12 derivações, para além de outras funcionalidades essenciais para a prestação de socorro, como a desfibrilhação automática externa (DAE). Através da aplicação do Protocolo de Dor Torácica, as equipas das AEM no terreno, constituídas por TEPH, terão a possibilidade de realizar este exame e enviar os resultados para os Médicos Reguladores presentes nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM, permitindo assim um encaminhamento mais adequado dos doentes”, destaca a mesma nota.

“A atuação dos TEPH no terreno é realizada de acordo com Protocolos Médicos de Atuação, cuja aplicação depende da validação do Médico Regulador do CODU, caso a caso, funcionando como uma garantia de segurança para o doente na prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalares. Desta forma, o INEM, através dos TEPH, oferece uma resposta de maior qualidade, essencial para melhor salvaguardar a vida das pessoas e diminuir atempadamente o seu sofrimento”, acrescenta.

Segundo o INEM, a utilização destes monitores “vai contribuir para a identificação mais precoce de situações cujo atraso na implementação das medidas terapêuticas adequadas pode comprometer o prognóstico e, deste modo, possibilitar um melhor encaminhamento” dos doentes.

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