Politica

Já terminou reunião entre Marcelo e conselheiros de Estado. Maioria quer dissolver Parlamento e ir a eleições

Depois de ter ouvido todos os partidos com assento parlamentar, no sábado, chegou a vez de o Presidente da República se reunir com o seu órgão político de consulta para decidir o que fará com país após o chumbo do Orçamento de Estado há uma semana. Os conselheiros de Marcelo deram parecer positivo para dissolução do Parlamento. 


Notícia atualizada às 20h50

Já terminou a reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e todos os conselheiros de Estado para a dissolução do parlamento, que começou por volta das 17h15, desta quarta-feira. Segundo a SIC Notícias, os conselheiros de Marcelo deram parecer positivo para dissolver Parlamento e levar Portugal a eleições. O chefe de Estado vai comunicar a sua decisão ao país amanhã a partir das 20h. 

O chefe de Estado convocou o seu órgão político de consulta "nos termos dos artigos 133.º e) e 145.º a) da Constituição", nos quais compete ao Presidente da República dissolver a Assembleia da República, tendo ouvido os partidos nela representados e ainda o Conselho de Estado. Segundo uma fonte da Presidência da República, citada pela agência Lusa, apenas António Damásio, médico neurologista, não está presente na reunião, juntando-se através de videochamada. 

Na passada quarta-feira, o Orçamento do Estado para 2022 foi chumbado pela maioria do parlamento, com votos contra de PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal. Apenas os socialistas votaram a favor da sua proposta, enquanto o PAN e as deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues se abstiveram. 

Antes da votação geral, o Presidente da República já tinha avisado que um chumbo do Orçamento conduziria "muito provavelmente" à dissolução do parlamento e a eleições legislativas antecipadas, que estimou que se realizariam em janeiro. Note-se que, no sábado, Marcelo esteve reunido com os partidos com assento parlamentar, que decidiram quase unanimemente o dia 16 de janeiro para eleições legislativas. 

Mesmo com aviso de eleições antecipadas, o chefe de Estado manteve sempre a esperança de que o Orçamento do Estado pudesse ser aprovado pela maioria dos deputados, algo que caiu por terra devido à falta de apoio do PCP e do Bloco de Esquerda, parceiros da Gerigonça montada pelo PS com os partidos da bancada mais à esquerda.