Politica

Rui Rio diz que "é um absurdo" o PSD estar em processo eleitoral perto das legislativas

Líder dos sociais-democratas diz que o partido vai "tentar ao máximo minorar o prejuízo ou, ao contrário, o benefício que o PS tem".


O líder do PSD, Rui Rio, afirmou, esta sexta-feira, que considera que “é um absurdo” o facto de o partido estar em processo eleitoral interno numa data tão próxima das eleições legislativas – marcadas para 30 de janeiro – e que irá “tentar ao máximo minorar o prejuízo” e o “benefício do PS”.

Sublinhe-se que as eleições diretas à presidência do partido, à qual Rui Rio se recandidata, estão marcadas para dia 4 de dezembro e o Congresso para os dias 14, 15, e 16 de janeiro. Contudo, os sociais-democratas já apresentaram uma proposta – que será votada no Conselho Nacional de sábado – para antecipar a reunião magna para entre 17 e 19 de dezembro.

"Estamos a estudar neste momento, uma grande antecipação não é possível, como é lógico (...) Estamos a falar de pegar no processo e tentar comprimir ao máximo: resolver tudo este fim de semana não é possível, resolver tudo no próximo não é possível, resolver tudo no outro também não, dentro do que for possível", afirmou, em declarações aos jornalistas no Parlamento, após ver a proposta do PSD para a transferência do Tribunal Constitucional para Coimbra chumbada.

"Volto a repetir: o que se está a passar no PSD é um absurdo, fazer tudo em cima das legislativas é um absurdo, mas depois dizem que tenho medo de ir a eleições e que quero suspender a democracia. Então, dentro desse absurdo, vamos tentar ao máximo minorar o prejuízo ou, ao contrário, o benefício que o PS tem com isto", acrescentou.

Rui Rio sublinhou que seria “desejável” o partido “focar-se nas legislativas” para “tentar substituir o PS”. "Há uma parte do partido que se quer focar para dentro até ao Natal. Então, dentro disto que é um disparate, vamos tentar comprimir ao máximo", frisou.

Recorde-se que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou, na quinta-feira, que decidiu dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas para 30 de janeiro. A decisão foi tomada após o chumbo do Orçamento do Estado para 2022, a 27 de outubro.