Opiniao

Nós defendemos as Big Sisters!

O concorrente do Big Brother deu a entender não só que houve sexo ou outro tipo de intimidade sexual não consentida, como até banaliza a violação de milhares de mulheres que foram vítimas deste crime, mesmo que estivesse a 'brincar'...


Não sou consumidora, fã ou espetadora de programas como o Big Brother. Normalmente, são programas, que pecam pela falta de cultura geral, leviandade e mesmo desrespeito pelo o outro/a e não atraem o meu tipo de audiência. No entanto, não tenho nada contra quem o faça. Para situar pessoas como eu, no espaço e no tempo, desta crónica e qual foi o motivo pela qual a escrevi, resumidamente numa frase e depois explicado: a violação de uma mulher foi banalizada em forma de piada na televisão nacional para milhões de espetadores que de facto comem este tipo conteúdos, verem e ouvirem. O mais grave, não foi só a banalização em forma de piada, foi a não atuação por parte da produção do programa que apenas se limitou a aquecer as costas do concorrente em causa com um «Já não és o líder da casa». Isto demonstra o estado, chocante, da aceitação de algo desta gravidade, em prol das audiências. Este concorrente de nome Ricardo, disse as seguintes frases: «Ela não caçou, mas eu já. Não quer dizer que ela tenha se apercebido. Já houve festa. Ela pode não ter se apercebido, ok. Mas isto é uma coisa sobre a qual eu não posso fazer nada, ela estava a dormir.»

Ao ser perguntado, como faria tal coisa, continuou: «Subtileza, carinho e esperar que a rainha adormeça.»

Deste modo, deu a entender não só que houve sexo ou outro tipo de intimidade sexual não consentida, como banaliza a violação de milhares de mulheres que foram vítimas deste crime, mesmo que afinal estivesse a ‘brincar’. Mas não, afinal não é só ele que banaliza, é a produção de um programa nacional, visto por milhares de pessoas, inclusive crianças. Se não bane a produção de um programa, um indivíduo destes, que banam os espetadores a continuação da visualizado do mesmo! Sim, com o consentimento sexual e a falta dele não se brinca, nem se dá palmadinhas nas costas!