Economia

Montepio. Lista de Pedro Gouveia Alves aposta na recuperação de ativos

Programa que vai ser apresentado na terça-feira aponta para a necessidade de levar a cabo um plano de convergência e diálogo com a autoridade e com a tutela, a elaboração de um plano estratégico para o grupo, entre outras medidas.


A lista D liderada por Pedro Gouveia Alves, atual presidente do Montepio Crédito, à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) pretende recuperar o valor dos ativos da Mutualista: Banco e subsidiárias, seguradoras, gestoras de ativos e fundos de pensões e imóveis. Esta é uma das apostas do programa a que o i teve acesso, mas que será apresentado aos associados na próxima terça-feira. O ato eleitoral vai decorrer no dia 17 de dezembro.

Ao mesmo tempo, pretende desenvolver “eixos de suporte às pessoas na sua vida ativa: previdência e poupança, complemento de saúde, longevidade e gestão de patrimónios”, assim como “gerar valor social a médio e longo prazo através da afirmação na economia social, relação com os públicos e melhoria da qualidade de vida”.

Outro eixo do programa da lista D assenta na “estratégia de modernização do mutualismo: investigação, formação e capacitação dos atores da economia social e parcerias para o empreendedorismo e qualidade das respostas sociais”.

Estabilizar a associação, conquistar mais associados e, acima de tudo, dar a volta aos resultados do Banco Montepio são algumas das prioridades da futura administração. Ao contrário dos principais bancos que apresentaram lucros, a instituição financeira liderada por Pedro Leitão apresentou prejuízos de 14,2 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com o resultado a ser sobretudo penalizado pelos custos com a reestruturação em curso.

E face a este cenário, a lista liderada Por Pedro Gouveia Alves fala na urgência dos primeiros 100 dias de mandato. E como tal, aponta para revisão integral do plano de convergência e diálogo com a autoridade e com a tutela. A ideia passa por fazer um "diagnóstico detalhado sobre os equilíbrios económicos e financeiros da Associação Mutualista e aferição do grau de adequação relativo ao cumprimento da legislação aplicável (cumprimento do Código das Associações Mutualistas, das disposições tuteladas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e da Regulamentação Aplicável e a Aplicar pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões - ASF).

Outra urgência diz respeito à implementação de um plano estratégico do grupo, "alinhado com os princípios programáticos da candidatura, e com prioridade para a valorização dos principais ativos da Associação Mutualista". Já em relação ao . Banco Montepio são defendidas "orientações estratégicas da Associação Mutualista, no seu papel de Instituição Titular, para a gestão do Banco Montepio, com medidas concretas de valorização deste principal ativo estratégico, com a devida articulação com a autoridade de supervisão".

A lista D defende ainda a elaboração de um plano de valorização do capital humano do grupo, "com objetivos concretos de relançamento da motivação interna dos trabalhadore"s, assim como o desenvolvimento, em conjunto com as Residências Montepio de uma rede nacional de assistência domiciliária para apoio domiciliário e apoio aos cuidadores do seio familiar. E uma revisão integral de sobreposições de serviços e dos respetivos meios afetos, controlo de custos e sinergias que permitam tornar a estrutura mais eficiente e poupadora de recursos, recorrendo a soluções que hoje o mercado oferece ao nível da digitalização.

Além de Pedro Gouveia Alves, a lista D é composta por Pedro Líbano Monteiro; por Nuno Paramés Paz; por Maria Eduarda Botelho Fernandes; Paula Guimarães; por Fernanda Freitas; e por José João Cabeças (que se propõem para vogais do conselho de administração).

Para o Conselho Fiscal está proposto pela lista D, Paulo André (presidente); Teresa Fiúza Fernandes e António Lopes Coutinho (vogais). Por fim surgem na lista Catarina de Albergaria Pinheiro e Carlos Antão de Oliveira como vogais suplentes.

Este é o terceiro programa a ser conhecido. O primeiro foi de Virgílio Lima (lista A). O atual presidente da Mutualista defendeu que este é um momento crucial da vida coletiva da associação, “que não permite aventureirismos ou novas experiências», sublinhando que a “continuidade e renovação são condições fundamentais para salvaguardar a independência” da entidade.

Na sexta-feira foi apresentando o programa da lista C liderada pelo economista Eugénio Rosa que “recentra a Associação Mutualista na produção de respostas habitacionais de caráter não especulativo”. A ideia passa por posicionar a Mutualista como parceira estrutural para a execução do Plano de Recuperação Resiliência (PRR), assim apoiar outras formas de produzir habitação que se possam inscrever nas lógicas de Parceria Público-Comunitária. Ainda falta conhecer o programa da lista liderada por Pedro Corte Real.