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Meghan demarcou-se de biografia, mas agora pede desculpa: afinal esqueceu-se que tinha aceitado divulgar informações a autores

Em 2020, aquando o lançamento do livro 'Finding Freedom', que retrata o tempo em que Meghan Markle e o príncipe Harry faziam parte da família real britânica, os duques de Sussex demarcaram-se da obra biográfica e insistiram que não houve qualquer envolvimento da sua parte. Mas, afinal, Meghan deu autorização ao seu assessor de imprensa para divulgar informações. 


Meghan Markle pediu desculpas a um tribunal britânico por se ter esquecido que, afinal, tinha dado autorização ao seu assessor de imprensa para divulgar informações sobre si a Omid Scobie e Carolyn Durand, autores do livro biográfico ‘Finding Freedom’.

Em 2020, aquando o lançamento do livro, que retrata o tempo em que Meghan Markle e o príncipe Harry faziam parte da família real britânica, os duques de Sussex demarcaram-se da obra biográfica e insistiram que não houve qualquer envolvimento da sua parte. “O duque e a duquesa de Sussex não foram entrevistados e não contribuíram para o ‘Finding Freedom’. Este livro é baseado nas experiências dos autores como membros da assessoria de imprensa da realeza e nas suas reportagens independentes”, afirmou um porta-voz.

No entanto, as declarações foram agora desmentidas por Jason Knauf, antigo assessor de imprensa do casal. Num depoimento em tribunal, citado pela Sky News no âmbito de um processo legal entre a ex-atriz e a Associated Newspapers - dona do Mail on Sunday – por causa da publicação de uma carta enviada por Meghan Markle ao pai, Thomas Markle, após o casamento real, Knauf afirmou que recebeu autorização para divulgar informações sobre o casal aos autores do livro. Agora Meghan Markle assumiu o erro e pediu desculpas.

“Peço desculpa ao tribunal por de facto não me lembrar dessa troca [de e-mails] na altura [de publicação do livro]. Eu não pretendia nem tinha intenções de enganar o réu ou o tribunal”, confessou, sublinhando que não sabe o que foi partilhado pelo assessor.

A duquesa de Sussex processou o editor do Mail on Sunday e do site MailOnline por violação de privacidade e direitos autorais, após ter visto alguns excertos da carta publicados. Um juiz do Supremo Tribunal decidiu em favor, em fevereiro, sustentando que a publicação da carta foi “manifestamente excessiva, e portanto, ilegal”.

A decisão foi contestada pela Associated Newspapers, que levou o caso para o Tribunal de Recurso. A empresa argumenta que Meghan Markle sabia que o conteúdo poderia ser publicado e que foi, inclusive, “escrita com o entendimento de que poderia ser tornada pública”.

No depoimento, Knauf sustentou a defesa da Associated Newspapers, ao revelar que a duquesa pediu “para rever a carta” e que sabia que o conteúdo podia ser revelado à imprensa. “Obviamente, tudo o que eu escrevi foi com a noção de que poderá ser tornada pública, então fui cuidadosa na escolha das palavras, mas por favor, avise-me, se houver alguma coisa que considere importante”, terá dito a ex-atriz, que começou a carta a escrever ‘Papá’.

No entanto, Meghan Markle defende que se quisesse partilhar a carta, como a Associated Newspapers alega, poderia tê-lo feito através do livro biográfico.

“Se eu quisesse ter a minha carta particular publicada, como o réu falsamente afirma, esta teria claramente sido uma boa oportunidade para o fazer”, rematou.

Recorde-se que a ex-atriz tem uma relação distante com o pai, não o tendo convidado para o seu casamento com o príncipe Harry devido a “mentiras” contadas à imprensa.

Na carta, divulgada por Thomas em 2019, Meghan afirmou que tais “mentiras” e as divergências entre os dois lhe partem o coração “em milhões de pedaços” e pediu que tudo se resolvesse na esfera privada.