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"É incompreensível" que queiram responsabilizar pelo chumbo do OE "o único partido que votou a favor", diz PS

“É incompreensível quando há quem queira responsabilizar o único partido que votou a favor do Orçamento do Estado pelo chumbo do Orçamento do Estado [OE]”


José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS, disse, este sábado, que é “incompreensível” que queiram responsabilizar pelo chumbo do Orçamento do Estado o “único partido que votou a favor”.

“É incompreensível quando há quem queira responsabilizar o único partido que votou a favor do Orçamento do Estado pelo chumbo do Orçamento do Estado [OE]”, disse o socialista, que discursou na abertura do VIII Congresso da Tendência Sindical Socialista da UGT, em Lisboa.

“Foi feito um esforço que julgo todos reconhecem que foi um esforço sério, rigoroso, até à ultima hora, até ao sábado véspera do início do debate no parlamento”, defendeu.

José Luís Carneiro disse que o PS foi “ainda mais longe” para conseguir viabilizar o Orçamento e fez “um esforço imenso, um esforço genuíno, autêntico, verdadeiro” para apresentar uma proposta que “correspondesse aos objetivos de crescimento económico do país, de desafogo das famílias pela via fiscal”.

O socialista criticou ainda quem procurou “colocar a discussão fora do OE, à margem do OE”. Os portugueses “sabem bem qual é o partido em Portugal que representa” o “equilíbrio” entre “crescimento da economia e justiça social”, destacou.

Recorde-se que a proposta de Orçamento do Estado para 2022 foi chumbada na generalidade, com os votos contra do PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e IL. O PS votou a favor, enquanto o PAN e as deputadas não-inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues se abstiveram.