Economia

BlackFriday. Retalho “moderadamente otimista”

Este ano, o evento decorre em 26 de novembro. “Os constrangimentos são reais e preocupa-nos a possibilidade de não termos todas as mercadorias necessárias”, diz AMRR.


A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) afirmou estar “moderadamente otimista” com a ‘BlackFriday’, esperando níveis semelhantes aos de 2019, mas com menor rentabilidade, numa altura em que o setor está atento à escassez das mercadorias.

“Os constrangimentos são reais e preocupa-nos a possibilidade de não termos todas as mercadorias necessárias”, concluiu.

No entanto, a associação lembrou que a faturação anual vai ser muito afetada, tendo em conta que o setor esteve três meses encerrado e quatro meses com restrições ao nível da lotação e dos horários devido à pandemia. Acresce a isto o aumento das despesas com a energia e transportes, mais os custos fixos, como rendas, o que leva a uma rentabilidade inferior.

Marco Claudino garantiu também que o setor não poupou esforços com a segurança dos clientes e dos trabalhadores, acreditando que estes podem continuar a confiar nas lojas, apesar da possibilidade de comprar 'online'.

Esta opção complementar está, no entanto, "longe de compensar as perdas sofridas". Segundo dados do Banco de Portugal (BdP), citados pela associação, 44% das empresas tiveram prejuízos em 2020, percentagem que é ainda superior no caso do retalho e da restauração.

Recorde-se que a BlackFriday celebra-se habitualmente no dia a seguir à tradição da Ação de Graças nos Estados Unidos, com descontos e oportunidades nas lojas aderentes. Este ano, o evento decorre em 26 de novembro.