Internacional

Governo dos EUA apela a Executivo cubano para que permita manifestação da oposição

Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, fez um apelo ao Governo cubano, pedindo que "respeite os direitos dos cubanos e os autorize a manifestarem-se de forma pacífica". Em causa está um protesto a favor da libertação de prisioneiros políticos.


O Governo dos Estados Unidos da América pronunciou-se hoje sobre a 'nega' que o Governo cubano deu a uma proposta de manifestação no país, que estava proposto acontecer na segunda-feira.

Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, acusou as "táticas de intimidação" do Executivo de Habana, sobre aqueles que, na segunda-feira, pretendem ocupar as ruas do país, exigindo a libertação de presos políticos. “Pedimos ao governo cubano que respeite os direitos dos cubanos, permitindo que eles se reúnam pacificamente ... e mantendo as linhas de internet e telecomunicações abertas”, disse Blinken num comunicado, publicado hoje.

As manifestações são um seguimento dos tumultos que se fizeram sentir no país, em julho passado, e que levaram a situações de violência e repressão sobre os cidadãos cubanos. Em resposta, o Governo do país condenou a "ingerência norte-americana" no país como estando por trás da organização destes protestos. Tal como, aliás, voltou a argumentar ao 'negar' os protestos de segunda-feira. Segundo dados divulgados pela Organização Não Governamental Cubalex, 612 das 1.175 pessoas detidas nas manifestações de julho continuam detidas. Na altura, registou-se a morte de um dos manifestantes, e dezenas de feridos.

Os EUA “continuarão a procurar medidas que apoiem o povo cubano e promovam a responsabilização pela repressão do regime cubano”, prometeu Blinken.