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PS vai viabilizar pedidos de PSD e BE para audição urgente ao ministro da Defesa para esclarecer Operação Miríade

Segundo o coordenador do grupo parlamentar socialista na Comissão de Defesa Nacional, o PS quer a audição para breve.


O Partido Socialista (PS) vai viabilizar os dois requerimentos pedidos pelo PSD e Bloco de Esquerda para uma audição urgente do ministro da Defesa Nacional sobre as suspeitas de tráfico de diamantes, ouro e estupefacientes por militares portugueses. 

"Compreendo e concordo que o parlamento necessita de ouvir os esclarecimentos por parte do ministro, e é por isso que o PS vai viabilizar estes requerimentos", afirmou, esta segunda-feira, o coordenador do grupo parlamentar socialista na Comissão de Defesa Nacional, Diogo Leão, à agência Lusa, ao adiantar ainda que os mesmos serão apreciados e votados amanhã. 

No entanto, Diogo Leão vincou que o PS não subscreve "todas as premissas do requerimento quer do PSD, quer do BE", explicando que não entende o "raciocínio" feito pelo bloquistas, que consideraram que "deveria ter sido dado conhecimento da eventual denúncia aos diversos órgãos de soberania, inclusivamente à Assembleia da República". O mesmo se passa com o pedido dos sociais-democratas, "que se foca simplesmente na questão das conversações interinstitucionais entre órgãos de soberania, [como] o conhecimento do Presidente da República [ou] do primeiro-ministro", apontou o deputado socialista. 

De acordo com Leão, para o PS "essas questões não são importantes" e por isso a bancada socialista vai viabilizar os dois requerimentos para que a Comissão de Defesa Nacional, "com a devida descrição", possa "perceber um pouco dos contornos, a nível de eventual impacto" do caso "para as Forças Armadas", de maneira "a preservar o seu prestígio".

Já interrogado sobre o dia em que o PS preferia que a audição se realizasse, Diogo Leão respondeu que "não se trata de preferências pessoais", frisando que, no que diz respeito ao pedido do BE, além da audição do ministro da Defesa, também seriam convocados o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) e o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), o que teria que ser feito respeitando o protocolo hierárquico de maneira a que Gomes Cravinho não se pronuncie "antes de se pronunciarem os chefes militares".

Segundo Diogo Leão, os socialistas querem a audição para breve. "Tanto pode ser esta semana, como pode ser na próxima semana", sublinhou, ao ressalvar que "questões de calendário não são questões que passem pelo grupo parlamentar do PS", mas antes "pela mesa da comissão".