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"Qualquer um deles tem competência para ser primeiro-ministro". Morais Sarmento não vai apoiar Rio nem Rangel nas eleições diretas

Nuno Morais Sarmento, vice-presidente do PSD, decidiu "não tomar partido" de um ou outro candidato, uma vez que nas eleições diretas, marcadas para 27 de novembro, estarão "dois amigos, qualquer deles com competência para ser primeiro-ministro". 


O vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento não vai apoiar Rui Rio nem Paulo Rangel na candidatura à liderança do partido, afirmando que ambos "têm obrigação de derrotar António Costa". 

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, durante a entrevista ao programa Polígrafo, na SIC Notícias, quando Morais Sarmento disse que já não tem intenções de voltar a integrar a Comissão Política Nacional de Rui Rio, da qual faz parte desde o início da era de Rui Rio desde 2018, devido a várias razões, uma das quais "impedimentos físicos" que tem enfrentado. 

"Havendo a candidatura alternativa de Paulo Rangel, neste momento não vou apoiar nenhum dos candidatos", admitiu o vice-presidente, ao indicar que informou hoje Rui Rio a sua decisão e que o mesmo disse "ter compreendido". 

Morais Sarmento decidiu "não tomar partido" de um ou outro candidato, uma vez que nas eleições diretas, marcadas para 27 de novembro, estarão "dois amigos, qualquer deles com competência para ser primeiro-ministro". 

De tal forma que Morais Sarmento discorda com a afirmação de Rui Rio sobre a falta de preparação de Paulo Rangel para ser primeiro-ministro. "[Está] tanto quanto Rui Rio, mais vale cada um dizer as qualidades que tem, qualquer um deles abre mais futuro que Antonio Costa, qualquer um deles tem obrigação de ganhar a António Costa", sublinhou, apontando que Rangel não geriu a Câmara do Porto, mas estabeleceu contactos internacionais enquanto eurodeputado, que lhe darão uma certa vantagem. 

"São dois fantásticos candidatos até nas diferenças que têm entre si", assinalou Morais Sarmento, que ainda admitiu que houve "fases e matérias em que o PSD falhou" nos últimos quatro anos, incluindo ele próprio nestes incumprimentos, porém considerou que Rui Rio cumpriu, nas últimas autárquicas "a missão" de inverter a perda de implantação nacional do PSD.