Sociedade

Fenprof anuncia greve às horas extraordinárias a partir de segunda-feira

Greve destina-se a todos os processores com horário completo, a quem foram, entretanto, atribuidas horas extraordinárias para compensar a falta de professores.


O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta quinta-feira que os docentes estarão em greve às horas extraordinárias a partir da próxima segunda-feira, num protesto que poderá vir a afetar várias turmas.

Mário Nogueira explicou que a greve se destina a todos os processores com horário completo, a quem foram, entretanto, atribuidas horas extraordinárias para compensar a falta de professores. O objetivo, explica o dirigente sindical, é permitir que os docentes nessa situação possam recusar o trabalho "nos momentos em que já não seja suportável" e "salvaguardar a sua sanidade em termos físicos e psicológicos".

A greve às horas extraordinárias junta-se à greve ao sobretrabalho, que foi retomada há três semanas e abrange o serviço que ultrapasse as 35 horas semanais, incluindo reuniões gerais de docentes, reuniões de conselho pedagógico, conselho de departamento, grupo de recrutamento, conselho de docentes, conselho de turma, coordenação de diretores de turma, conselho de curso do ensino profissional e reuniões de secretariado de provas de aferição ou de exames.

A greve foi anunciada numa conferência de imprensa em que a estrutura sindical fez uma balanço do número de horários que continuam por preencher dois meses após o começo do ano letivo. Na terça-feira, esse número ascendia as 4200 horas.

De acordo com Vitor Godinho, da mesma estrutura sindical e que reuniu os dados, estes números traduzem-se em cerca de 964 turmas, entre 20 mil a 30 mil professores, que não têm ainda todos os professores e, por isso, continuam sem aulas a algumas disciplinas.