Internacional

Aumento de casos de covid-19 na Alemanha obriga a transferência de doentes para países vizinhos

Segundo a Associação Interdisciplinar de Medicina Intensiva (DIVI), dos 400 distritos do país, 100 têm apenas um lugar por ocupar em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e 50 não tem capacidade para receber mais doentes graves.


A Alemanha voltou, esta quinta-feira, a atingir um novo número máximo de infetados com covid-19: mais de 65 mil nas últimas 24 horas. O país, que há várias semanas vê o número de casos a subir, teve de transferir as pessoas infetadas com o vírus para países vizinhos devido ao agravamento da pandemia.

Segundo a Associação Interdisciplinar de Medicina Intensiva (DIVI), dos 400 distritos do país, 100 têm apenas um lugar por ocupar em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e 50 não tem capacidade para receber mais doentes graves.

A Alemanha conta atualmente com 3.400 doentes a precisar de cuidados em UCI, menos do que os 5.700 e 5.100 registados em picos de vagas anteriores. No entanto, é a falta de pessoal que está a prejudicar o funcionamento destas unidades.

As regiões da Baviera e de Baden-Württenberg são as mais afetadas e o hospital de Munique já teve de transferir doentes para Bolzona, no norte de Iália.

"Os serviços de saúde estão saturados, a incidência está a aumentar e todos os dias há números recorde de infeções", refere a Cruz Vermelha da Baviera, num comunicado conjunto com outras organizações. Segundo Theo Zellner, presidente da Cruz Vermelha da Baviera, a situação atual é pior do que a registada em dezembro do ano passado.

A Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha recomendou, esta quinta-feira, que a dose de reforço da vacina contra a covid-19 seja administrada a todas as pessoas com mais de 18 anos, seis meses após terem tomado a última dose. Até ao momento, esta recomendação era feita apenas a pessoas com mais de 70 anos.