Internacional

Covid-19. Novo recorde diário de mortes na Rússia

Com uma elevada taxa de não-vacinados, a Rússia está com dificuldades em controlar a nova vaga de covid-19, tendo registado um novo máximo diário de mortes devido à covid-19.


Mesmo depois do Presidente russo ter oferecido uma semana de “férias” aos cidadãos da Rússia para controlar a pandemia, a Rússia registou, esta quinta-feira, um novo recorde de óbitos devido à covid-19, com 1.251 falecimentos nas últimas 24 horas, o segundo dia consecutivo que o país ultrapassa o seu recorde de mortes diárias.
Além deste elevado número de mortes, foram ainda somadas 37.374 novas infeções de covid-19, uma ligeira descida do pico de infeções, registadas no passado dia 6 de novembro, quando foram reportadas 41.335 infeções.
O país atingiu esta marca pouco tempo depois da maioria das regiões russas entrarem de “férias pagas” para todos os trabalhadores não essenciais de forma a travar o avanço da pandemia, com o Governo russo a impor uma quarentena e a paralisação de trabalho durante uma semana.

Apesar de ter sido um dos primeiros países do mundo a aprovar uma vacina contra a covid-19, a Sputnik V, a Rússia também está a sofrer aquilo que atormenta países como a Alemanha, Áustria ou Hungria, a “pandemia dos não-vacinados”, como designou o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn.

Até ao momento, pouco mais de um terço da população do país, 36,2%, cerca de 146 milhões de pessoas, tem a vacinação completa e o Governo continua a esbarrar com a desconfiança da população em relação às vacinas. 
De forma a tentar subir a taxa de imunizados, o Governo russo vai aprovar novas restrições, que terão efeito no próximo ano, e vão limitar o acesso a lugares públicos e a viagens internacionais por comboio e voos apenas aos cidadãos que estiverem totalmente vacinados, que já tenham recuperado da covid-19 ou que estejam clinicamente isentos de vacinação.

Restrições na Europa A Europa apresenta um grave estado pandémico, na última semana, e foi o único continente a registar um aumento no número de mortes devido à covid-19, cerca de 5%.

Esta situação levou diversos países a adotar restrições com a particularidade de que apenas são aplicadas a pessoas não-vacinadas. Estas medidas entraram em vigor em países como a República Checa e Áustria – onde os não-vacinados foram totalmente proibidos de sair de casa, exceto por motivos essenciais, tendo a polícia instruções para pedir certificados de vacinação na rua. Já a Eslováquia na semana passada tinha proposto cortar o salário dos trabalhadores sem certificado de vacinação.

Entretanto, na Alemanha, com grandes dificuldades em controlar a pandemia e que, esta quinta-feira, atingiu pelo segundo dia consecutivo um novo máximo de infetados com covid-19, mais de 65 mil nas últimas 24 horas, está agora a ser confrontada com um novo problema: o excesso de lotação das Unidades de Cuidados Intensivos.
Esta situação obrigou o país a transferir as pessoas infetadas com o vírus para países vizinhos devido ao agravamento da pandemia, como Bolzona, no norte de Itália. Agora, a Alemanha também pondera impor restrições aos não-vacinados, tendo o estado alemão da Saxónia já um plano para exigir certificados de vacinação em todos os estabelecimentos, exceto farmácias e supermercados.