Internacional

China responde às alterações climáticas com ações práticas


O governo chinês acaba de publicar um “Livro Branco” sobre políticas e ações do país em resposta às alterações climáticas, focando as medidas que tem desenvolvido nesta área.

É a segunda vez que a China publica um “Livro Branco”  sobre as alterações climáticas depois de 2011. Ainda no período do 12.º Plano Quinquenal (2011-2015), o país já havia incluído a resposta às mudanças climáticas na estratégia nacional, tendo alcançado progressos notáveis neste campo.

Segundo o “Livro Branco”, em 2020 a emissão de carbono da China diminuiu 18,8% em comparação com a de 2015 e 48,4% comparando com 2005.

As energias não fósseis representaram 15,9% do consumo de energia em 2020, o que representa um aumento de 8,5 pontos percentuais em relação a 2005.

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2020, que a China atingirá o pico de emissões de carbono em 2030 e a neutralidade dessas emissões em 2060.

Este plano ambicioso representa a maior redução de emissões de carbono no mundo e num período de tempo muito mais curto do que o de países mais desenvolvidos. Com esta gigantesca tarefa, a China conseguirá uma profunda transformação energética e industrial.

Ao mesmo tempo, a China participa ativamente na regulação climática global, promovendo a conclusão, entrada em vigor e implementação do Acordo de Paris bom como a cooperação Sul-Sul (apoio aos países em desenvolvimento) nesta questão. Desde 2011 a China já concedeu um total de 1,2 biliões de yuans (160 mil milhões de euros) nas colaborações Sul-Sul para responder às alterações climáticas, assinando 40 acordos com 35 países e formando 2 mil funcionários e técnicos de 120 países em desenvolvimento.

Em suma, a China procura mostrar ao mundo a sua forte determinação e ações concretas em resposta às alterações climáticas. Os dirigentes chineses asseguram que, independentemente da evolução da situação internacional, a China continuará a respeitar as suas promessas, defendendo o multilateralismo, o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e a cooperação vantajosa para todas as partes envolvidas, além de implementar a meta de contribuições nacionais, determinadas de maneira prática, de modo a ajudar o Acordo de Paris a atingir progressos também a longo prazo.