Brasil presente

O fim do ano

O fim do ano

No dia 21 de dezembro, o ano termina para os poderes da República. Congresso entra em recesso até fevereiro e o Judiciário reabre mais perto do Carnaval. O Governo corre para aprovar seus gastos acima do Orçamento de 2022, que precisam ser aprovados este ano. É uma corrida contra o tempo, inclusive pela possibilidade de a situação na economia piorar e, assim, as dificuldades crescerem. O Governo trabalha, mas continua politicamente muito isolado e o Presidente não perde a oportunidade de tocar em assuntos polémicos.

É preciso pescar no noticiário boas notícias. O Governo liberou recursos para plantio de cem milhões de árvores nas nascentes dos principais rios, e a obra da transposição do Rio São Francisco, projeto iniciado no governo Lula da Silva para ficar pronto em 2015, deve ser concluído ano que vem. E, neste governo, já beneficiou mais de dez milhões de brasileiros que vivem na região das secas. E a Petrobras, que vai investir dez mil milhões equivalentes de euros nos próximos anos, incluindo o término da polémica refinaria de Pernambuco, obra do governo PT parada e envolvida em desvios de recursos, que deve ser vendida, e o polo petroquímico do Rio, com dois e meio mil milhões de euros equivalentes. Em habitações populares, mais de cento e cinquenta mil unidades abandonadas tiveram contratos refeitos e serão entregues até o meio do próximo ano.

Na reunião com o presidente do Paraguai, ficou acertada a construção de duas novas pontes ligando os dois países e a permissão para que o lago da binacional Itaipu, o maior do continente, possa cultivar tilápias, em operação conjunta.

VARIEDADES

• O PSDB acabou escolhendo o Governador João Doria, de São Paulo, para a corrida presencial do próximo ano, conforme previsto. Mas o nome não seria o mais competitivo para ocupar o lugar de terceira via. 

• O Rio e parte do Brasil chorou sábado passado com a derrota do Flamengo em Montevidéu na decisão da Libertadores. 

• O ex-juiz Sergio Moro surpreendeu ao figurar em terceiro lugar nas sondagens feitas após o anúncio de sua candidatura. Lula perde pontos e Bolsonaro mantém a mesma posição.

• Confirmada a eleição de José Paulo Cavalcanti Filho para a Academia Brasileira de Letras. Este é escritor e grande estudioso de Fernando Pessoa.

• Economistas estão preocupados com a nova bandeira populista com viés de esquerda e muita demagogia, que é, a pretexto do preço dos combustíveis, subsidiar o transporte público. Pelo volume que envolve e as dificuldades de controle, o setor do transporte pode levar os governos locais à falência em poucos anos. A legislação já prevê que as empresas paguem a tarifa de seus funcionários, sendo, portanto, uma parcela menor da população a pagar o que é estipulado. Mesmo assim, assusta.

• O Governo brasileiro suspendeu todos os impostos de importação de painéis e acessórios para a energia fotovoltaica. Há grande interesse em acelerar a energia limpa e barata.

• O Brasil conta com um grupo razoável de ilustres em torno dos 90 anos, ainda ativos. O diplomata Marcílio Marques Moreira completou 90, o ativíssimo jurista Ives Gandra Martins está com 86, o político e jurista Bernardo Cabral, com 90, o ex-ministro Ernane Galvêas, com 95, e presente na Confederação do Comércio. E o grande ator Haroldo Costa, com 92. E tem mais.

• Mesmo com a nova variante, a pandemia continua cedendo no Brasil. Até o Natal setenta por cento da população pode estar imunizada e parte com a terceira dose. Mas cresce o numero de cidades que estão suspendendo o carnaval. O Rio tem reservas para oitenta por cento da rede hoteleira. Rio e São Paulo já cancelaram eventos como desfiles de escolas de samba. 

Rio de Janeiro, dezembro de 2021

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