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Escola de Música do Afeganistão vai instalar sede em Portugal, anuncia ministro da Defesa

Para João Gomes Cravinho, os membros da ANIM em Portugal vão poder continuar a trabalhar na sua área e quando tudo estiver mais calmo e preparado, "no pós-taliban" irão regressar para ajudar na reconstrução cultural do Afeganistão, assinalou o ministro. 


Portugal vai passar a ser a sede da Escola de Música do Afeganistão (ANIM, sigla em inglês), anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, no dia em que mais 273 afegãos entraram no país devido à crise humanitária. 

"Nós vamos receber em Portugal, vamos trasladar para Portugal o Instituto Nacional de Música do Afeganistão que é uma instituição conhecidíssima internacionalmente", disse João Gomes Cravinho aos jornalistas que o interrogavam na Guiné-Bissau. 

O grupo de 273 afegãos pertencem à ANIM (Afghanistan National Institute of Music) e segundo o ministro da Defesa, já atuou em vários países do mundo, nomeadamente Portugal, e tem uma qualidade única no ensino da música, tratando-a como "ponte entre as culturas", de forma a ensinar os outros sobre a sua tradição. 

Para João Gomes Cravinho, os membros da ANIM em Portugal vão poder continuar a trabalhar na sua área e quando tudo estiver mais calmo e preparado, "no pós-taliban" irão regressar para ajudar na reconstrução cultural do Afeganistão, assinalou o ministro. 

Até à data, Portugal já recebeu 764 cidadãos através da ajuda humanitária no Afeganistão, segundo indica um comunicado divulgado hoje dos gabinetes do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, da Ministra de Estado e da Presidência, do Ministro da Defesa Nacional e da Ministra da Administração Interna.

"A chegada deste grupo resulta de uma operação conjunta que envolveu as autoridades nacionais e do Qatar, assim como organizações norte-americanas, tendo os 273 cidadãos sido acolhidos provisoriamente em unidades de acolhimento da Grande Lisboa, devendo ser transferidos, posteriormente, para habitações autónomas", afirma a nota, que também realça o esforço do Governo português, "desde o início desta crise humanitária", em "acolher cidadãos afegãos em situações de particular fragilidade e risco, dentro dos limites da capacidade nacional".

"Os cidadãos acolhidos correspondem às prioridades definidas: cidadãos portugueses; afegãos que colaboraram com as nossas Forças Nacionais Destacadas, afegãos que colaboraram com a União Europeia, com a NATO e com as Nações Unidas; e pessoas em situação particularmente vulnerável como, por exemplo, ativistas de direitos humanos, funcionários da administração afegã, jornalistas, músicos, mulheres desportistas, mulheres juristas e mulheres engenheiras", explica ainda.

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