Sociedade

"O futuro só a Deus pertence". Gouveia e Melo não descarta candidatura a Belém

Questionado sobre se teria coragem para se candidatar à Presidência da República nas próximas eleições, Gouveia e Melo respondeu: "Têm-me aconselhado a dizer que dessa água não beberei, que é uma frase muito forte que não se deve dizer nunca. Tenho uma carreira militar que pretendo continuar. O futuro só a Deus pertence".


O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, ex-coordenador da extinta task-force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19 em Portugal, admitiu pela primeira a vez a possibilidade de se poder candidatar a Presidente da República. Numa tertúlia promovida pelo Diário de Notícias, o militar afirmou que “dessa água não beberei” é uma frase que “não se deve dizer nunca” e que o “futuro só a Deus pertence”.

Questionado sobre se teria coragem para se candidatar à Presidência da República nas próximas eleições, Gouveia e Melo respondeu: "Têm-me aconselhado a dizer que dessa água não beberei, que é uma frase muito forte que não se deve dizer nunca. Tenho uma carreira militar que pretendo continuar. O futuro só a Deus pertence".

"Não sou um ator político. Sou um ator que tem uma missão e a única coisa em que tem de estar focado é nessa missão e não estar a pensar no que vai fazer no futuro. O que posso dizer sobre o futuro? É que ele ainda não está realizado e até lá muita coisa pode acontecer", acrescentou, lembrando que tentou "despolitizar o processo de vacinação enquanto coordenador da task-force".

Em agosto, altura em que ainda assumia funções como coordenador da task-force, Gouveia e Melo havia admitido que não queria “ser essa pessoa”.

"Qualquer ser que apareça como o salvador da pátria é mau para a democracia porque a democracia salva-se em conjunto com todos os atores do sistema democrático, não é a personagem que salva a democracia. Não quero ser essa pessoa. Quero ser o militar que cumpriu o seu papel quando foi chamado. Estou muito honrado por me terem dado esta missão, mas não quero ser político", considerou.

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