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Paulo Rangel deixa várias críticas a Costa: Governo quis "mexicanizar a política e o país"

O candidato derrotado por Rui Rio nas eleições diretas focou parte do seu discurso em críticas quanto à governação de António Costa e do PS, ao considerá-la como clientelismo, teia de relações na militância e nos laços familiares e impulso de querer controlar tudo, de forma a perpetuar-se no poder.


Paulo Rangel acusou o Governo socialista de António Costa de "mexicanizar a política e o país" durante o seu discurso no 39.º Congresso do PSD, que está a decorrer este sábado e vai terminar amanhã, em Santa Maria da Feira.

O candidato derrotado por Rui Rio nas eleições diretas focou parte do seu discurso em críticas quanto à governação de António Costa e do PS, ao considerá-la como clientelismo, teia de relações na militância e nos laços familiares e impulso de querer controlar tudo, de forma a perpetuar-se no poder. "Durante seis anos o Governo de Costa e do PS não fez outra coisa senão gerir a conjuntura, numa óptica de preservação e controlo do poder", sublinhou Paulo Rangel para os militantes do PSD no Europarque no final desta tarde. 

Para Rangel, os últimos seis anos foram desperdiçados em "conformismo" em vez de "reformismo", visto que o projeto do PS e de Costa "esgotou-se, exauriu-se, apagou-se". "António Costa é hoje um líder sem alma, sem chama, sem vontade, está cansado, conformado, resignado. Está na hora de gerar uma alternativa forte, galvanizadora, capaz de devolver a esperança aos portugueses", vincou o eurodeputado, que se apresentou neste congresso como um "modesto militante de base". 

“Os seis anos de Governo socialistas de António Costa instalaram na sociedade portuguesa o ceticismo, o fatalismo, o pessimismo”, assinalou Rangel, apontando para a necessidade de “romper com esse ciclo de paralisia”. Para Rangel, “esta atrofia socialista, não pode continuar”.

Enquanto António Costa estava paralelamente ao Congresso do PSD a fazer uma intervenção para a Juventude Socialista, Paulo Rangel atacou o Governo, dizendo que a sua governação "anestesiou o país, limitou-se a gerir em vez de governar, a administrar em vez de reformar e a ocupar os cargos e os postos do Estado". Segundo o eurodeputado, "está na hora do PSD dizer: basta de PS". 

Já em relação ao seu partido, Rangel fez questão de frisar que “as eleições internas não enfraqueceram nem debilitaram o PSD”, mas sim "credibilizaram e legitimaram o PSD e a sua liderança como única e verdadeira alternativa ao PS”, afirmou, a contradizer o que foi o discurso oficial de Rio.

Após os resultados "renhidos mas claros" das últimas diretas, Rangel disse estar do lado de Rui Rio e “apoiar o partido e a sua direção neste desfio enorme, mas que está perfeitamente ao nosso alcance”, de vencer as legislativas, mas sem “abdicar das convicções.” Promete dar “todo o apoio ao partido ao presidente em toda a campanha eleitoral.”

Paulo Rangel terminou a sua intervenção com uma referência a Carlos Moedas e ao slogan que o acompanhou durante a campanha eleitoral, que o levou à vitória da Câmara de Lisboa. “Tal como em Lisboa em setembro, em fevereiro vão chegar a Portugal tempos novos, novos tempos: tempos de esperança e de ambição", ao deixar uma mensagem clara: “Há realmente uma nova esperança e ela chama-se PSD”.

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