Internacional

Biden avalia a devastação dos tornados

Enquanto o Kentucky tenta recuperar de uma tragédia que fez pelo menos 75 mortos, mais furacões atípicos atingiam outros estados. 


Estava Joe Biden no Kentucky, observando os estragos dos furacões que devastaram este estado na sexta-feira anterior – «é quase inacreditável», espantou-se o Presidente americano – e a prometer ajuda, quando uma tempestade de uma força incomum atingiu Minnesota, Nebraska, Iowa, Kansas, Michigan e Wisconsin, esta quarta-feira, deixando mais de400 mil casas e negócios sem luz, numa catástrofe que fez pelo menos cinco mortos. 

A maior parte das vítimas perderam a vida em acidentes de viação, tendo um condutor falecido quando a sua carrinha foi levada por uma rajada de vento, segundo as autoridades. A tempestade gerou dezenas de furacões, forçando a população a abrigar-se nos típicos abrigos construídos em caves, comuns nos estados mais afetados por furacões.
Apesar da prática que os habitantes da região têm com estes fenómenos, tratou-se certamente de um algo atípico. Foram os primeiros furacões registados no Minnesota em dezembro desde pelo menos há meio século, bem como no leste do Nebraska ou no oeste do Iowa – algo que tem sido associado às alterações climáticas, dado que estes fenómenos em geral ocorrem em meses mais quentes, estando a registar-se temperaturas recordistas para esta época do ano na região.
Entretanto, Biden caminhava pelas ruas Mayfield, um pequena cidade com uns 10 mil habitantes, que foi das mais atingidas pelos tornados no Kentucky. A igreja centenária de Mayfield foi destruída em segundos, por ventos com uma velocidade de mais de 320 km/h, as ruas estão cobertas de destroços. Mesmo assim Biden foi recebido por moradores ostentando cartazes onde se liam mensagens como: «Deus é bom. Batidos, mas não vencidos».

«Não hesitem em pedir o que quer que seja», apelou Biden, dirigindo-se às autoridades locais, colocando o Governo federal à sua disposição para a reconstrução.

Aliás, nos seis estados afetados pelos tornados de sexta-feira, já foram participados a seguradoras estragos num total de mais de cinco mil milhões dólares (4,4 mil milhões de euros), avançou o Wall Street Journal, tendo as seguradoras montado carrinhas móveis para receber participações, vendo-se obrigadas a recorrer a fotografia aérea para avaliar os estragos, dado o volume de pedidos. Verificando-se estes valores, trata-se de uma das catástrofes associadas a furacões mais caras da história. 

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