Economia

Call center. Sindicato faz balanço positivo da greve

A estrutura sindical vai nos próximos dias solicitar novamente a intervenção do Governo.


O Sindicato dos Trabalhadores de Cal Center (STCC) garantiu ontem que a greve de sexta e sábado correu dentro das expectativas, apesar de não ter números de adesão, uma vez que este setor é composto por mais de 110 mil  trabalhadores, muitos deles, neste momento, em regime de teletrabalho.

A estrutura sindical vai nos próximos dias solicitar novamente a intervenção do Governo.

Os trabalhadores dos call centers regressam à greve entre 31 de dezembro e 1 de janeiro, reivindicando o reconhecimento da profissão, aumento dos salários e o fim da precariedade, bem como a promoção da contratação coletiva.

Danilo Moreira lamentou também a situação vivida nas empresas de trabalho temporário, que considerou "inadmissível", referindo que, até em "grande parte dos serviços públicos" muitos colaboradores são contratados através de empresas de trabalho temporário.

O sindicalista vincou que, "nos próximos dias", o STCC vai tentar chegar ao contacto com o Governo para tentar solucionar os problemas do setor.

Estão abrangidos pelo pré-aviso de greve todos os trabalhadores que prestem serviço na área dos 'call centers' e 'contact centers', em trabalho presencial ou teletrabalho, bem como nas áreas administrativas, em todo o território continental e regiões autónomas.

Já os trabalhadores que prestem serviços "socialmente imprescindíveis", como na linha SNS24 ou linha apoio à vida, bem como no apoio ao INEM ou às forças de segurança estão excluídos deste aviso.

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