Internacional

Mais de 10 mil soldados russos retirados da fronteira com a Ucrânia

Esta decisão representa o fim das manobras militares russas que ocorrem na fronteira com a Ucrânia que duravam há um mês.


Em plena escalada de tensões, a Rússia ordenou que mais de dez mil soldados russos voltassem às suas bases após exercícios que já duravam há um mês na região de Voronezh, que faz fronteira com a Ucrânia.

Estes exercícios militares deixaram grande parte da comunidade internacional em alerta, uma vez que, viam esta situação como uma possível tentativa russa de terminar com a soberania ucraniana e invadir o país, à semelhança do aconteceu em 2014.

O Ministério da Defesa russo publicou, no dia de Natal, imagens que demonstravam os exercícios dos militares russos, descrevendo-os como uma “demonstração de novas formas de condução de combate moderno por militares”.

Segundo o Kremlin, as manobras de “treino de combate” ocorreram em vários locais nas regiões russas de Volgogrado, Rostov, Krasnodar e na Crimeia anexada, áreas nas imediações da Ucrânia e esclareceu que os exercícios militares também ocorreram em territórios russos mais distantes da fronteira com a Ucrânia, acrescentando ainda que as tropas estavam a regressar às suas bases permanentes e que as unidades de reserva estariam prontas para as férias do Ano Novo.

“Para garantir um elevado estado de alerta durante as celebrações de final de ano nas instalações militares do distrito militar do Sul, unidades de guarda, reforços e forças serão designados para lidar com possíveis situações de emergência”, acrescentou o Ministério da Defesa russo.

Há mais de um mês, a Rússia tem sido acusada pelo Ocidente de ter concentrado cerca de 100 mil soldados perto da fronteira com a Ucrânia, tendo em vista a uma possível intervenção militar contra Kiev.

Moscovo afirma ser livre de mover as suas tropas e nega qualquer intenção bélica, afirmando terem sido ameaçados por “provocações” de Kiev e da NATO, exigindo que a Aliança Atlântica se comprometa a não aceitar a adesão da Ucrânia, uma exigência que será discutida em negociações com Washington, em janeiro.

As relações entre Kiev e Moscovo estão tensas desde a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia, em 2014, dando início a uma guerra entre as tropas ucranianas e separatistas pró-Rússia.

Reunião com Alemanha Depois de na passada quarta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ameaçado com uma resposta militar e técnica adequada, no contexto da escalada das tensões em torno da Ucrânia, esta tensão acalmou quando oficiais norte-americanos revelaram estar prontos a aceitar algumas das “propostas de segurança” negociadas pela Rússia e que podiam começar a ser tratadas no próximo mês.

Depois deste diálogo, oficiais alemães, citados pela AFP, anunciaram que também estariam disponíveis para dialogar com Moscovo “no início de janeiro”, inclusive, na passada quinta-feira, o novo chanceler alemão, Olaf Sholz, e Putin realizaram uma chamada telefónica onde concordaram agendar uma reunião entre o conselheiro diplomático alemão, Jens Ploetner, e o responsável pelas relações com a Ucrânia do Kremlin, Dmitry Kozak.

 

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