Internacional

Campeão mundial de kickboxing anti-vacinas morre após sair do hospital para lutar contra "o pequeno vírus" em casa

Frederic Sinistra, considerado “o belga mais forte do mundo”, morreu aos 41 anos. Segundo a mulher, o campeão mundial de kickboxing sofreu um ataque cardíaco. Mas a imprensa internacional e familiares revelam que o lutador esteve internado com covid-19. 


Frederic Sinastra, três vezes campeão do mundo de kickboxing e considerado “o belga mais forte do mundo”, morreu aos 41 anos. O lutador estava infetado com covid-19 e deu entrada num hospital no final de novembro com dificuldades respiratórias. Acabou por ter alta hospitalar porque queria lutar contra “o pequeno vírus” em casa, segundo revela a imprensa internacional.

Foram várias as publicações que o atleta fez nas redes sociais que mostravam a sua posição em relação ao vírus SARS-CoV-2: não acreditava nas vacinas e dizia ser capaz de lutar contra o vírus com os seus próprios meios.

A 26 de novembro deu entrada num hospital – alegadamente obrigado pelo seu treinador, segundo conta a imprensa internacional – com dificuldades respiratórias. Sinistra e a família nunca confirmaram que a hospitalização se deveu à covid-19, limitando-se apenas a dizer que se tratava de “um problema de saúde” e de “um pequeno vírus”.

A imprensa belga revela que as complicações respiratórias causadas pela covid-19 levaram ao internamento e à morte, mas a mulher negou as informações e diz que o lutador sofreu um ataque cardíaco.

“O meu marido não morreu de covid. Ele nunca aceitaria que o que lhe aconteceu fosse utilizado para espalhar o medo e reivindicar a vacinação. A imprensa sensacionalista e alguns dos seus familiares estão a aproveitar-se do meu silêncio nas redes sociais, mas a minha ausência deve-se à dor, não ao medo ou por falta de respostas a estas pessoas que dizem ter conhecido o meu marido”, afirmou na rede social Instagram.

A última publicação de Sinistra foi feita a 13 de dezembro, dois dias antes da sua morte, onde agradeceu a todos os que o apoiaram enquanto enfrentou problemas de saúde. “A todos os que me apoiaram durante anos e, especialmente, durante esta última prova em que realmente vi a morte, obrigado do fundo do meu coração pelas vossas mensagens, apoios e incentivos”, lê-se.

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