Economia

Antevisão 2022: Novas contas à carteira

Conte com um aumento generalizado de preços: alimentação, transportes, comunicações e imobiliário. Saiba o que muda.

Antevisão 2022: Novas contas à carteira

Luz, gás e água - Mudanças nas tarifas
A fatura da luz ao final do mês não vai ser igual para todos: Quem está no mercado regulado – que representa 5% do consumo total e 915 mil clientes – vai ver o valor subir 0,2%, ainda assim representa uma descida de 3,4% face a dezembro. Já quem estiver no mercado livre, os valores dependem do comercializador. A EDP vai subir os preços em média em 2,4%, um aumento na ordem dos 90 cêntimos por mês, enquanto na Galp deverá subir 2,7 euros mensais. A Endesa diz que não vai mexer nos valores. Também é de prever que os preços do gás de botija subam depois de ter atingindo preços recorde no final do ano. Já no caso do gás natural irá manter-se o aumento de 0,3% levado a cabo em outubro e que deverá vigorar até setembro. Quanto à água, caso as empresas decidam seguir as recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos é de esperar uma subida de 0,9%, em linha com a inflação.

Alimentação - Preços sobem
A alimentação vai ficar mais cara este ano, apesar de o ano agrícola ter tido motivos para sorrir. Sabe-se que carnes e peixes vão subir de preço – com aumentos a rondar os dois dígitos – com principal destaque para a carne de vitela e de aves. A de porco não entra nestas contas. Mas não é só: o azeite também já mostra um crescimento no preço e o pão também vai ver o seu valor aumentar. E até o preço do leite deve sofrer um aumento, seguindo a  tendência de toda a indústria. 

Comissões bancárias - Várias alterações
O Novobanco, Santander Totta e BCP já têm previstos aumentos de comissões bancárias. Por exemplo, no novobanco um depósito à ordem com valor acima de 35 mil euros vai passar a pagar o mesmo do que se tiver abaixo desse valor, ou seja, 62,30 euros por mês. Também as comissões de créditos sobem. No Santander Totta, a partir de fevereiro, a comissão da conta pacote sobe para 5,30 euros por mês e a comissão do cartão de crédito passa a 2,25 euros por mês. Já no caso do BCP, mantém-se o valor da comissão (se o crédito foi menor que 250 mil euros são 199,92 euros anuais, se o crédito for de valor igual ou superior a 250 mil euros a comissão é de 60 euros anuais), contudo, a isenção dessas comissões passa a ser apenas para créditos de valor igual ou superior a dois milhões de euros. A tendência deverá ser seguida por todo o sistema financeiro.

Comunicações - Incertezas 
Uma das operadoras já anunciou que vai subir os preços. Para já, os clientes da Meo foram informados que a operadora vai aumentar o preço base das mensalidades em 50 cêntimos a partir de 1 de janeiro.Já a Nowo garante que não tem previstas quaisquer atualizações, enquanto a NOS e a Vodafone ainda não se pronunciaram sobre o assunto. 

Carros - Várias mudanças
A crise dos chips  vai continuar a condicionar o setor automóvel em 2022. E a falta desta matéria-prima poderá levar ao aumento dos preços dos carros novos. O cenário repete-se para quem está a pensar em comprar um carro em segunda mão que, nos últimos meses, têm vindo a sofrer subidas de preços devido à fraca oferta. Mas há mais: As novas tarifas das inspeções técnicas a veículos rodoviários vão sofrer um aumento de 0,9%. Feitas as contas, no caso de um carro ligeiro terá de pagar mais 31 cêntimos, passando para 31,80 euros. O preço-base sobe de 25,60 para 25,85 euros, a que acresce a taxa de IVA de 23%. 

Transportes e portagens - Preços a subir
Os passes mensais dos transportes públicos de Lisboa vão continuar nos 30 ou 40 euros mensais consoante a modalidade mas os títulos de transporte dos operadores e serviços da Transportes Metropolitanos de Lisboa deverão encarecer 0,57%. Além dos transportes, os preços das portagens vão crescer. A Brisa anunciou que 28 das 93 taxas de portagem aplicadas na classe 1 vão aumentar e justifica a subida com a taxa de inflação. Os principais percursos em longa de distância com aumentos são a A2, entre Lisboa e Algarve, com mais 0,35 euros, A1, entre Lisboa e Porto, com mais 0,20 euros, e A6, entre Marateca e Caia, também com mais 0,20 euros. Além disso, também a Via Verde traz mudanças: há modalidades que vão deixar de existir e será criada uma opção só para portagens, o que significa que os preços também vão mudar. Neste caso, para quem só quer  portagens irá pagar mais 49 cêntimos por mês (com fatura eletrónica) ou 5,75 euros por ano (se não dispensa a fatura em papel). Para os serviços extra, terá de subscrever a Via Verde Mobilidade, que permite pagar parques de estacionamento mas irá custar a partir de 1 de abril: 99 cêntimos por mês ou 11,65 euros por ano (no caso da fatura eletrónica).

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