Internacional

Ómicron semeia o caos em aeroportos pelo mundo fora

Mais de quatro mil voos foram cancelados, estando cada vez mais tripulantes e pilotos em isolamento devido à covid-19.

 


Os aeroportos são sempre algo caóticos na época festiva, mas este ano mais do que o costume. Com o rápido alastrar da Omicron, obrigando ao isolamento de muitos tripulantes e pilotos, veio o cancelamento de mais de quatro mil voos pelo mundo fora só este domingo, avançou a Reuters, citando dados do site FlightAware. A sensação é de déjà vu, com um caos semelhante ao que vimos no fim de semana do natal, quando foram cancelados mais de sete mil voos. 

Os obstáculos a quem pretende regressar a casa depois de visitar amigos e família para as festas são cada vez maiores, mesmo conseguir um teste não é nada fácil. No que toca ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a ANA anunciou que duplicou os meios para a realizar de testes à covid-19, mas viu-se obrigada a apelar aos viajantes que, se possível, sejam testados noutro local. 

“Os passageiros que pretendam realizar teste no aeroporto devem proceder ao seu agendamento prévio no website da Synlab”, a empresa responsável pelo centro de testagem no aeroporto de Lisboa, salientou um fonte oficial da ANA à agência Lusa. Salientando que “será dada prioridade aos passageiros com voo para o próprio dia”.

É que o centro de testes do aeroporto de Lisboa já está sobre enorme pressão. “Atendendo a que este é praticamente o único centro de testagem aberto nos dias feriados e domingos, a afluência revelou-se muito maior do que seria previsível para o fim e prioridade a que se destina o indicado centro de testagem - facilitar acesso a testagem dos viajantes”, acrescentou a Synlab, em comunicado.

 

Caos nos EUA Dos quatro mil voos cancelados no domingo, mais de metade foram nos EUA, um país gigante onde a aviação doméstica tem enorme peso. A escassez de pessoal devido à Omicron estendeu-se ao pessoal de terra, obrigando linhas aéreas a suspender boa parte dos seus serviços, contaram representantes dos sindicatos do setor à Reuters.

Dos funcionários que sobraram, muitos recusaram trabalhar horas extras, apesar da oferta de incentivos monetários. É fácil compreender porquê, quando arriscam perder tempo de qualidade com os seus entes queridos, contrair uma variante tão transmissível da covid-19 ou ter de lidar com passageiros furiosos perante o caos nos aeroportos.

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