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"Não podemos viver em governos provisórios de dois em dois anos"

Primeiro-ministro afirma que se apresenta às próximas eleições legistivas "para assegurar a estabilidade no país, mas também para responder a compromissos concretos em relação às famílias e empresas que constavam do [chumbado] Orçamento do Estado para 2022".


António Costa referiu esta segunda-feira no discurso com que encerrou a apresentação das linhas gerais do programa eleitoral do PS que o país não pode "andar de crise em crise" e que "não podemos viver em governos provisórios de dois em dois anos".

O líder socialista defendeu que o país tem pela frente "um conjunto muito importante de tarefas: Vencer a pandemia, focar na recuperação e possuir a ambição de progredir e ir mais além".

"Para que isto seja possível, é necessário um Governo que olhe para o país e mantenha a estabilidade das políticas nos próximos quatro anos", referiu, deixando depois uma advertência:

"Para responder a estes desafios, não podemos andar de crise em crise, não podemos viver em governos provisórios de dois anos. Precisamos de um Governo estável para os próximos quatro anos".

De acordo com o atual primeiro-ministro, o PS apresenta-se às eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro próximo "para assegurar a estabilidade no país, mas também para responder a compromissos concretos em relação às famílias e empresas que constavam do [chumbado] Orçamento do Estado para 2022".

"Já sabemos que, sem uma maioria do PS, esses compromissos não podem passar na Assembleia da República. É preciso colocar o foco na recuperação e para isso é necessária estabilidade", disse ainda, numa intervenção em que prometeu repor com efeitos retroativos a 01 de janeiro deste ano todas as medidas que faziam parte do Orçamento chumbado, designadamente em matéria de pensões e de desagravamento fiscal.

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