Vida

Episódio de podcast de Joe Rogan retirado do Youtube devido a declarações controversas de um médico antivacinas

O comediante decidiu fechar o ano com um convidado atualmente bastante contorverso nos Estados Unidos, devido às declarações inflamatórias sobre a pandemia e as vacinas. Rogan esteve à conversa com o virologista Robert Malone, que comparou o atual clima da saúde pública nos Estados Unidos com a Alemanha nazi nos anos 20 e 30. O episódio foi eliminado da plataforma, ao considerar o vídeo uma violação das diretrizes comunitárias. 


Mais um episódio polémico na vida de Joe Rogan. O comediante, conhecido por ser um crítico das vacinas contra a covid-19 e que chegou a ficar infetado com o vírus, viu o episódio especial de Ano Novo do podcast "The Joe Rogan Experience" a ser removido pelo Youtube devido a declarações controversas do convidado sobre a pandemia e as vacinas. 

A possibilidade de o episódio do programa de Joe Rogan ser retirado das redes sociais era alguma, visto que o apresentador decidiu convidar o médico e virologista Robert Malone, muito conhecido pelas declarações inflamatórias contra a vacina, tendo sido expulso da rede social Twitter, um dia depois do episódio ser divulgado, devido à partilha de um vídeo sobre os alegados efeitos nocivos da vacina Pfizer, indicou o jornal Metro. Ainda assim, o médico já afirmou ter sido o inventor da tecnologia mRNA usada em muitas das vacinas covid, uma das quais a Pfizer. 

No 1757.º episódio de "The Joe Rogan Experience", cuja versão completa foi apenas publicada no Youtube, Robert Malone comparou o atual clima da saúde pública nos Estados Unidos com a Alemanha dos anos 1920 e 1930, quando o país estava sob poder do nazismo, relatou o jornal The Independent, que ainda retirou algumas das frases proferidas pelo médico no vídeo que foi apagado da plataforma poucas horas depois de ser publicado. 

Para Malone, a revolta dos negacionistas das vacinas contra a covid-19 é o resultado de uma "ansiedade flutuante e livre", que só pode ser combatida por um líder com uma mensagem singular.

"Quando se tem uma sociedade que se desligou uma da outra, e tem uma ansiedade flutuante livre no sentido de que as coisas não fazem sentido", apontou o médico Malone, ao considerar este fenómeno como "psicose de formação em massa". 

Segundo o virologista, as pessoas focam a sua atenção num "líder ou numa série de eventos num pequeno ponto, tal como a hipnose". "Eles tornam-se literalmente hipnotizados e podem ser conduzidos para qualquer lugar", sustentou na entrevista, citado por vários órgãos de comunicação social internacionais. 

Noutro momento da entrevista, Robert Malone conversou com Joe Rogan sobre a vacina contra a covid-19, ao dizer que o governo norte-americano não consegue ter mão sobre a pandemia. "Desrespeitam completamente a bioética, desrespeitam completamente a regra federal comum, quebraram todas as regras que eu conheço e sobre as quais fui treinado durante anos e anos. Estes mandatos de uma vacina experimental são explicitamente ilegais", sublinhou. 

Segundo a imprensa internacional, Malone já tinha afirmado que as vacina da Moderna e Pfizer - ambas de farmacêuticas norte-americanas - iriam aumentar exponencialmente as infeções por covid-19, uma afirmação que se distancia das investigações que foram realizadas em relação a esta matéria. 

Para o Youtube, este episódio tem os motivos para ser eliminado, uma vez que viola das diretrizes comunitárias da plataforma, no entanto, esta rede social ainda tem de apresentar uma razão definitiva sobre a eliminação do vídeo, segundo indica o New York Post. 

Ainda assim, há quem esteja desagradado com a banição da entrevista. Muitos internautas que assistiram ao podcast especial consideraram a remoção como uma supressão dos pontos de vista do médico, por muito controversos que possam ser. 

Até o olhar político esteve atento a este sucedido. O congressista do condado do Texas, Troy Nehls, escreveu no Twitter que os grandes da tecnologia querem "restringir o acesso a esta informação, mas eles não podem censurar o Registo do Congresso", ao admitir que submeteu a transcrição do episódio ao registo. 

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