Politica

Costa. PS é o partido "em condições" de garantir estabilidade

Rui Tavares propõe a criação de uma ‘eco-geringonça’ que junte PS, PAN, PEV e Livre.


O secretário-geral socialista considerou ontem que o PS é o partido que “está em condições” de garantir estabilidade governativa durante os próximos quatro anos, apelando ao voto nas eleições legislativas de 30 de janeiro. “A resposta a essa crise política é só uma: É garantir estabilidade para os próximos quatro anos e quem está em condições de o fazer é o PS”, disse António Costa, afirmando que “é fundamental” o voto nos socialistas para “garantir que isso aconteça”.

O secretário-geral do PS e também primeiro-ministro lamentou ainda que a crise política tenha sido aberta “no meio de uma pandemia” e “num momento em que era fundamental o país estar 100% concentrado na recuperação e no progresso”.

Já quando confrontado sobre uma sondagem que dá vantagem ao PS, António Costa frisou que o que “conta é mesmo a do dia das eleições”, reconhecendo, no entanto, que os resultados colocam os socialistas “mais perto” de uma maioria e que espera “que isso corresponda ao sentimento que as pessoas têm”.

O ainda primeiro-ministro disse ainda que o Governo está a consultar os partidos políticos para se encontrarem “as melhores soluções” para que, apesar da evolução da pandemia, o “maior número de pessoas possa votar” nas próximas legislativas. E acrescentou que as soluções a adotar para estes casos terão que ter em conta as normas, notando que “a lei limita os horários e várias das possibilidades que têm sido aventadas”, sem precisar quais, referindo também que um assunto que o Ministério da Administração Interna está a tratar”.

Eco-geringonça

As declarações de António Costa surgem depois de Rui Tavares ter proposto uma solução de ‘eco-geringonça’ na qual Livre, PAN e PEV se juntem a PS para atingir uma maioria parlamentar, ressalvando que a solução ideal continua a ser um entendimento mais amplo à esquerda. “Caso se mantenha esta situação de alguma intransigência entre uma esquerda que devia ser da convergência, há também outras soluções. Não está excluído, por exemplo, que possa haver uma maioria parlamentar que seja com o Livre, PAN e eventualmente até com o PEV, que já algumas vezes votou de maneira diferente do PCP no Orçamento. A isso nós poderíamos chamar uma ‘eco-geringonça’”, disse o líder do PAN, em entrevista à Lusa.

De acordo com o candidato trata-se de “uma maioria social, progressista e ecológica tão ampla quanto possível é a melhor maneira para ninguém se pôr de fora, nem se dedicar ao taticismo ou a tentar, no fundo, ser oposição antes do tempo”, acrescentando que “é importante que as pessoas saibam que não estamos obrigados ao dilema entre maioria absoluta ou bloco central, entre a arrogância de uns ou a intransigência de outros. Um voto no Livre é um voto que nos livra desses dilemas”.

Para o partido, é essencial que haja um compromisso à esquerda para “viabilizar um orçamento e um Governo desde já, para que depois até ao 25 de Abril se apresente uma agenda de um novo modelo de desenvolvimento para Portugal, que não seja a geringonça do passado, mas uma do futuro”. 

 

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