Vida

Diane Kruger revela que Quentin Tarantino não queria que atriz participasse num dos seus filmes

A revelação foi feita em primeira mão pela própria atriz, ao contar que o realizador tinha dúvidas sobre as suas capacidades. 


O famoso realizador de Hollywood Quentin Tarantino não queria escolher Diane Kruger para um dos papéis no filme "Inglorious Basterds", em português, "Sacanas Sem Lei".

A revelação foi feita em primeira mão pela própria atriz, que acabou por protagonizar o papel de Bridget von Hammersmark - uma espia para controlar os aliados -, no podcast The Reign de Josh Smith. Segundo a atriz alemã, Tarantino tinha dúvidas sobre as suas capacidades. 

"Ele fez uma audição a todos. Ele não me quis fazer uma audição porque viu um filme que eu estava e de que não gostou. Então ele não acreditou em mim desde o início", contou a estrela de 45 anos. "Literalmente, a única razão porque ele me fez uma audição foi porque não havia mais ninguém para a fazer", revelou, citada pelo New York Post. 

Diana Kruger desvendou mais pormenores, ao contar que teve de comprar um voo de Nova Iorque, nos Estados Unidos, com destino a Alemanha, porque Quentin Tarantino não queria fazer a audição em terras norte-americanas. A atriz admitiu que viajou apenas para provar que conseguia garantir o papel. 

Kruger não só conseguiu como mais tarde venceu um prémio do Screen Actors Guild Award para melhor atriz secundária em 2009, quando estreiou o filme. 

A atriz disse ainda que estes eventos podem parecer "injustos", mas que, no fim das contas, apenas é "preciso mudar a narrativa" para conquistar grandes objetivos. 

"Penso que isto também terá servido de lição para Tarantino", apontou ainda Diana Kruger. "Por vezes, nós rotulamos as pessoas. Pensas que elas vão ser de uma maneira, quando depois não o são de todo". 

Diana Kruger, em 2018, já entrou em defesa do realizador, quando surgiram alegações de que Tarantino maltratava atores no set cinematográfico.

Na altura, a atriz publicou uma fotografia na qual defendeu o realizador: "Gostaria de dizer que a minha experiência de trabalho com Quentin Tarantino foi pura alegria. Ele tratou-me com total respeito e nunca abusou do seu poder nem me forçou a fazer nada com que eu não estivesse à vontade".