Economia

BCE prevê cenário de "inflação elevada durante mais tempo"

Economistas apontam para valores próximos dos 2% em 2023. 


O Banco Central Europeu (BCE) antevê um cenário de “inflação mais elevada durante mais tempo”, ao apontarem para metas próximas dos 2% em 2023 e em 2024 poderá  facilmente ultrapassar este nível. Face a este cenário admite que será importante “preservar a flexibilidade para agir de forma decisiva para manter as expectativas de inflação ancoradas em ambas as direções e preservar também a credibilidade”. 

No entanto, alguns membros do Conselho de Governadores mostram-se preocupados com uma retirada prematura dos estímulos monetários. O Conselho do BCE observa que “os participantes no mercado parecem questionar a credibilidade” das orientações sobre as medidas da sua política monetária. E lembram que, como resultado, os mercados “esperavam um primeiro aumento da taxa de juro numa data que era difícil de conciliar com as condições estabelecidas pelo Conselho do BCE para travar tal aumento”. 

Ainda esta quinta-feira, a presidente do Banco Central Europeu garantiu que a inflação vai baixar ao longo de 2022 e que é contra uma reação “imediata” por parte da política monetária.  Segundo Christine Lagarde, os dois principais motores do crescimento da inflação na zona euro, o surto nos preços da energia (que pesa 50% no aumento do índice mensal) e os estrangulamentos nos portos, devido aos problemas nas cadeias de fornecimento global, vão “estabilizar-se suavemente e baixar” este ano, disse em entrevista à rádio France Inter.

E lembrou que se o BCE reagisse de imediato e subisse as taxas de juro “teria um efeito daqui a seis ou nove meses” e iria “travar o crescimento”.

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