Politica

CAP aplaude samarra de Costa

Numa ação de campanha em Beja, o primeiro-ministro surgiu de pele de raposa ao pescoço, um gesto simbólico que agradou à CAP.


Em campanha eleitoral no distrito de Beja, antes de rumar para o Algarve, António Costa surgiu perante os jornalistas vestindo uma samarra, vestimenta típica do Alentejo que é feita de lã e pele de raposa.

A escolha de indumentária foi interpretada por muitos como um sinal de apoio do primeiro-ministro àquela região, em especial aos seus agricultores e produtores animais, e a própria Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) faz essa interpretação sobre esta opção de vestuário.

Ao Nascer do SOL, a CAP começou por disparar: «Em política não basta ser, também tem que parecer».

«Em política, o que parece é. António Costa é um político experiente que sabe bem o poder de comunicação que a imagem projeta. É muito plausível que o uso de uma samarra, indumentária associada ao mundo rural, feita de lã e com uma pele de raposa, não seja inocente e que tenha sido mesmo um ato pensado e propositado», continuou a

Confederação, admitindo «que António Costa, com este gesto, tenha querido mostrar que vestiu a camisola do mundo rural e que despiu a camisola do PAN».

A realidade é que, nas últimas semanas, tem-se notado uma aproximação política entre o partido ambientalista e o Partido Socialista, com ambos a afirmarem-se disponíveis para negociar no pós-eleições uma eventual solução de Governo.

Ainda assim, a escolha de indumentária do primeiro-ministro fez levantar algumas sobrancelhas, nomeadamente quando se fala destas aproximações ao PAN. O Nascer do SOL tentou obter uma reação do partido de Inês Sousa Real à escolha de vestuário do primeiro-ministro, mas não obteve qualquer resposta até à hora de fecho desta edição.

A CAP, no entanto, continuou: «António Costa quando admitiu integrar o PAN no Governo cometeu um erro, porque alienou centenas de milhares de eleitores, muitos deles simpatizantes e militantes socialistas, que percebem bem o delírio e o absurdo do que o PAN quer para o mundo rural, para a agricultura e para o interior do país.»

E mais, a Confederação Agrícola deixa um reto ao primeiro-ministro: Se «esta foi uma forma pública de tentar corrigir a rejeição que percebeu tinha causado, só o próprio poderá esclarecer».

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