Sociedade

"Denunciemos as verdadeiras situações de violência", pede irmã de Bruno de Carvalho no Instagram

Um dia antes de a CIG ter apresentado uma denúncia ao Ministério Público devido ao comportamento de Bruno de Carvalho, a irmã deste expressou-se nas redes sociais.


"O 'Big Brother' é um jogo competitivo de manipulação. Para um ganhar, os outros têm de perder e, para existirem audiências de jeito, tem de haver conflito, controlado pela produtora, cumprindo a Lei do país e de acordo com os jogadores. São as características deste jogo. Fora da casa do 'Big Brother', estão a perder a noção de jogo, mas, lá dentro, estão todos a trabalhar para direcionarem os votos de expulsão, para quem acreditam ter mais possibilidades de ganhar. Todos. Ajuizamentos à parte, pois, com exceção dos jogadores, desconhecemos as regras específicas que regem o jogo", começou por escrever Alexandra de Carvalho, irmã do concorrente do "Big Brother Famosos" Bruno de Carvalho, na conta oficial de Instagram.

"Incomodar a APAV por causa de excertos de imagens que recebem de dentro da casa mais vigiada de Portugal, sem conhecer os factos e tendo como alvo alguém que se descreve como livre, é experiente, tem vontade de ganhar e que se pode queixar a qualquer momento, em público ou num confessionário, é desrespeitar verdadeiras situações de emergência", referiu. "Ninguém ali é santo ou perfeito. Ninguém é prisioneiro ou mudo. É um jogo supervisionado, durante 24 horas", continuou, na publicação veiculada no sábado, fazendo um apelo aos portugueses: "Denunciemos as verdadeiras situações de violência que, tantas vezes, se ouvem, mesmo ao nosso lado, atrás de portas fechadas".

Neste domingo, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), parte integrante da Presidência do Conselho de Ministros, deu a conhecer que apresentou uma denúncia ao Ministério Público pelo “comportamento ameaçador” de Bruno de Carvalho para com a atual companheira Liliana Almeida, também concorrente do programa da TVI que é apresentado por Cristina Ferreira. Na ótica da CIG, o comportamento do antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal, e da respetiva SAD, entre 2013 e 2018, no programa é “suscetível de configurar a prática de crime público de violência doméstica, na forma psicológica e física”.

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