Sociedade

Jaime Marta Soares absolvido de todas as acusações no caso das fotocopiadoras

Jaime Marta Soares disse aos jornalistas, no final da leitura da sentença, que esteve "sempre de consciência tranquila". O ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares era acusado da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio, falsificação de documento e abuso de poderes. 


O ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares Jaime Marta Soares foi absolvido, esta sexta-feira, pelo Tribunal de Coimbra de todos os crimes de que era acusado no caso da compra de fotocopiadoras para a autarquia, em 2013. Todos os arguidos acabaram absolvidos dos crimes de que eram acusados.

O presidente do coletivo de juízes, numa leitura rápida do acórdão, enumerou os vários elementos da acusação que não foram dados como provados pelo Tribunal de Coimbra, entre as quais a inexistência de qualquer intenção de beneficiar terceiros com o negócio e também ausência de intenção de lesar o interesse público.

"Não se tendo provado os factos que integravam os elementos objetivos dos crimes imputados, os arguidos devem ser absolvidos dos crimes que vinham imputados", declarou o juiz, ao sublinhar que "não se provou a prática de qualquer ato ilícito".

Jaime Marta Soares disse aos jornalistas, no final da leitura da sentença, que esteve "sempre de consciência tranquila", embora tenha sentido "um peso muito grande", dado que não sabia "qual a interpretação e prova de factos" que seria analisada. "Nada se provou contra mim. Era só isso que eu esperava", salientou. 

"Estive cerca de 40 anos à frente da Câmara de Vila Nova de Poiares, fui acusado várias vezes e fui sempre absolvido. Nunca tive uma condenação. Com certeza que não era ao fim de 40 anos de atividade no município que ia alterar os meus princípios, os meus valores, a minha dignidade e a minha honradez", frisou o antigo presidente, que também deixou este ano a presidência da Liga de Bombeiros Portuguesa, depois de 12 anos a assumir o cargo. 

Para Marta Soares, esta acusação terá sido "uma cabala" montada contra ele, com medo de que se pudesse recandidatar "nas eleições seguintes".

Marta Soares era acusado da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio, falsificação de documento e abuso de poderes, num processo em que também eram arguidos um técnico superior do município, que à data dos factos era coordenador das áreas de contabilidade e tesouraria, e o delegado comercial da empresa, que vendeu o equipamento à Câmara de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra.

Segundo a acusação, lida pela agência Lusa, em causa estaria um contrato de compra de duas fotocopiadoras e um finalizador/agrafador automático, pelo município, a uma empresa que fornecia equipamento de escritório, que teria sido celebrado já depois das autárquicas de 2013, em setembro, nas quais Jaime Marta Soares não se candidatava, depois de ter liderado aquela Câmara desde 1974.

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