Internacional

Estreia do "Twitter de direita" marcado por problemas técnicos

A nova rede social do ex-Presidente Donald Trump promete um espaço para debater sem limites as suas ideias, mas, para já, a aplicação não permite que os utilizadores criem conta.


Banido do Twitter, Facebook e Youtube, o ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump lançou esta segunda-feira a Truth Social, a sua nova rede social.

Apesar de, em poucas horas, se ter tornado uma das cinco aplicações mais descarregadas da loja virtual da Apple, todos os utilizadores que pré-encomendaram a aplicação viram este software ser instalado automaticamente, e foram notados alguns problemas ao tentar criar uma conta, enquanto são evidentes outros erros e problemas desta aplicação.

“Devido à enorme procura, colocamos-te em lista de espera. Nós amamos-te e tu não és apenas um número para nós”, diz a mensagem recebida. Também outros utilizadores que haviam feito um pré-registo na aplicação não conseguiram fazer a sua inscrição.

Segundo o ex-congressista republicano e CEO da Trump Media & Technology Group (TMTG), Devin Nunes, apesar da aplicação já estar disponível ao público – apenas nos Estados Unidos –, ainda irá demorar até a aplicação estar totalmente operacional.

“Esta semana vamos começar por estar disponíveis na Apple Store. Vai ser incrível, porque vamos conseguir juntar mesmo muitas pessoas nesta aplicação”, disse Nunes à Fox News. “O nosso objetivo é, e eu penso que podemos atingi-lo, ter este serviço totalmente operacional até ao final de março, pelo menos nos Estados Unidos”.

Visualmente, a aplicação é bastante semelhante ao Twitter, assim como o seu funcionamento, por exemplo, em vez de utilizar “vistos azuis” para assinalar as contas verificadas, a Truth Social irá usar vistos vermelhos, nota o Guardian.

Banido do Twitter, após o ataque ao Capitólio a 6 de janeiro de 2021, tendo sido acusado de incitar à violência, esta nova rede social irá servir como uma alternativa da ala direita para a aplicação do passarinho azul, que ainda não expressou nenhuma vontade de processar a Truth Social por infringir os seus direitos de autor, escreve o jornal inglês.

O primeiro post do ex-Presidente na Truth Social foi publicado na conta de Twitter de Donald Trump Jr: “Preparem-se! O vosso Presidente favorito vai ver-vos brevemente!”, podia ler-se num screenshot partilhado pelo filho de Trumo.

Mas apesar das imperfeições desta rede social, há figuras públicas que já realizaram esta migração digital.

A congressista republicana Marjorie Taylor Greene, aderiu à nova plataforma de comunicação. “Estou na Truth Social! Como o único membro do Congresso a ter tido a minha conta pessoal no Twitter banida, entendo o que milhões de conservadores passaram por terem a sua liberdade de expressão pessoal roubada pelos gigantes da tecnologia por não quererem repetir os discursos autorizados”, escreveu Marjorie Taylor Greene.

A rede social pretende ser uma alternativa às redes sociais tradicionais. “O nosso principal objetivo aqui é devolver a voz às pessoas”, disse o CEO da Trump Media.

Enquanto nos próximos dias serão divulgadas novidades sobre esta aplicação, a empresa que lançou a rede social, TMTG, continua envolta num véu de secretismo e é olhada com algum ceticismo devido à forma pouco clara como esta é financiada, sendo a origem deste dinheiro investigada de forma indireta, pela entidade que regula o mercado bolsista nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC).

 

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