Internacional

Giuliani vai colaborar em investigação

O ex-mayor de Nova Iorque e antigo advogado de Donald Trump está a negociar uma possível colaboração com a comissão que investiga a invasão ao Capitólio.


O ex-advogado de Donald Trump, Rudy Giuliani, irá cooperar com o comité da Casa Branca encarregue da investigação do ataque ao Capitólio que aconteceu no dia 6 de janeiro de 2021, quando o ex-Presidente incitou uma multidão a invadir o edifício sob as alegações que as eleições eram fraudulentas.

Segundo fontes internas, citadas pelo Guardian, a presença de Giulinani perante o comité está a ser, atualmente, negociada e pode ficar fechada nas próximas semanas, o que pode representar um grande passo em frente nesta investigação, que está a tentar entrevistar diversos membros do círculo restrito de Donald Trump.

O ex-advogado indicou que poderia estar disponível para revelar ao comité diversos contactos e os papéis de diversos membros do partido republicano no Congresso no esquema que envolvia o ex-vice-Presidente, Mike Pence, de interromper a oficialização da vitória de Joe Biden, assim como oferecer novos detalhes sobre a campanha de pressão realizada por Trump e a Casa Branca contra Pence para aderir a este plano e para vários Estados certificarem a vitória de Trump.

Esta notícia chega depois do comité ter emitido, em janeiro, intimações a três advogados que se juntaram à tentativa frustrada de reverter sua derrota eleitoral.

O comité da Câmara dos Deputados solicitou que os advogados pró-Trump, nomeadamente, Rudy Giuliani, Sidney Powell e Jenna Ellis, entregassem os documentos e prestassem depoimento a 8 de fevereiro.

O antigo conselheiro de Trump Steve Bannon recusou-se a colaborar com este comité e acabou por ser indiciado por desrespeito ao tribunal.

Enquanto as investigações do ataque ao Capitólio conhecem estes desenvolvimentos, o ex-Presidente também anunciou uma novidade interessante para os seus seguidores. Depois de ter sido banido do Twitter, Facebook e Youtube, Donald Trump  Donald Trump lançou esta segunda-feira a Truth Social, a sua nova rede social.

Apesar de, em poucas horas, se ter tornado uma das cinco aplicações mais descarregadas da loja virtual da Apple, todos os utilizadores que pré-encomendaram a aplicação viram este software ser instalado automaticamente e foram notados alguns problemas ao tentar criar uma conta.

Segundo o ex-congressista republicano e CEO da Trump Media & Technology Group (TMTG), o luso-americano Devin Nunes, apesar da aplicação já estar disponível ao público – apenas nos Estados Unidos –, ainda irá demorar até estar totalmente operacional.

Entretanto, foi já anunciado que  nos próximos dias serão divulgadas novidades sobre esta aplicação, e a empresa que lançou a rede social, TMTG, continua envolta num véu de secretismo, sendo olhada com algum ceticismo devido à forma pouco clara como é financiada. E a origem deste dinheiro está já a ser investigada de forma indireta pela entidade que regula o mercado bolsista nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC).

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