Internacional

Biden quer fazer Putin "pagar" por invasão

No seu primeiro discurso sobre o Estado da União, o Presidente Joe Biden abordou a guerra na Ucrânia e a covid-19.


No seu primeiro discurso sobre o Estado da União, Joe Biden apelou ao cerrar de fileiras da democracia, ameaçada pela invasão russa à Ucrânia.

Na ocasião, o Presidente americano comprometeu-se a continuar a organizar uma aliança global para pressionar economicamente o Kremlin e garantiu que as forças armadas dos Estados Unidos não se vão envolver nos confrontos, apesar de se comprometer em fazer o seu homólogo russo, Vladimir Putin, «pagar» por esta ofensiva.

Além das sanções aplicadas pelos Estados Unidos, a União Europeia uniu-se para aplicar restrições à Rússia e fechar os seus espaços aéreos a este país, decisão que o Presidente também anunciou enquanto se dirigia à Nação.

As declarações de Biden foram recebidas com (raros) aplausos das bancadas democratas e republicanas, numa altura em que o seu mandato enfrenta uma forte onda de reprovação.

Segundo uma sondagem conduzida pela Reuters, publicada na terça-feira, Biden apresenta uma taxa de aprovação de apenas 43%. Apesar de ser uma subida desde a semana passada, quando registou 34%, o baixo índice de satisfação continua a ser tido como preocupante.

Como gesto simbólico de apoio ao povo ucraniano, a embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Oksana Markarova, foi convidada para o discurso sobre o Estado da União e teve direito a um lugar de honra, ao lado da primeira-dama, Jill Biden.

«A doença horrível» 

A pandemia também foi um dos tópicos em discussão no discurso, que durou aproximadamente uma hora. Biden mencionou o «quase normal» a que o país está a regressar, recordando que, «no ano passado, o covid separou-nos». Dirigindo-se a todos os presentes no Congresso, felicitou-se por «este ano estarem todos presentes outra vez».

«A covid-19 já quase não controla as nossas vidas», disse o Presidente, que surgiu no evento sem máscara no rosto, assim como a maioria dos legisladores presentes.

O Presidente reforçou que o país deve manter-se vigilante para não deixar uma nova variante dominar o país e voltar a complicar a situação pandémica nos Estados Unido. Contudo, deixou bem claro que a «era» dos confinamentos das empresas iria acabar assim como o sistema de telescola.

«As nossas crianças precisam de estar nas escolas», afirmou, suscitando aplausos das bancadas dos republicanos e democratas.

Trump envolvido em conspiração criminosa

Um painel da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apontou que o ex-Presidente Donald Trump e colaboradores integraram uma «conspiração criminosa» para inverter as presidenciais de 2020.

A comissão, que investiga o ataque ao Capitólio em janeiro do ano passado, apresentou as alegações, na quarta-feira à noite, num documento a contestar uma ação judicial do antigo conselheiro de Trump John Eastman.

Eastman, advogado que aconselhava Trump sobre a invalidação das eleições, está a tentar reter documentos do painel que investiga o ataque. O painel argumentou a existência de uma exceção legal que permite a divulgação de comunicações relativas a crimes em curso ou futuros.

O relatório de 221 páginas marca o esforço mais formal da comissão para ligar o ex-Presidente a um crime federal, embora a real importância do documento não seja clara, uma vez que os legisladores não têm poder para deduzir acusações por conta própria, podendo apenas encaminhá-las para o Departamento de Justiça.

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