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"Preço dos Combustíveis = Roubo Socialista". Chega organiza manifestação em frente à residência oficial do PM

"Queremos que o primeiro-ministro perceba que esta escalada de preços não pode continuar e que o governo tem de aliviar a carga fiscal sobre os portugueses para compensar esta subida", explica André Ventura.


Depois das subidas desta semana e que levaram os valores acima dos dois euros por litro, como o Nascer do SOL noticiou hoje, para a próxima semana está previsto um acréscimo do preço do gasóleo na ordem dos 18 cêntimos por litro e uma subida de 12 cêntimos por litro no preço da gasolina. No entanto, importa referir que há quem aponte para subidas de 25 cêntimos no caso do gasóleo e de 15 cêntimos na gasolina, sendo que estes números têm em conta as cotações atuais e já o desconto no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) anunciado pelo Governo. Por estes motivos, o Chega vai manifestar-se, na próxima segunda-feira, pelas 17h30, contra os preços dos combustíveis em frente à residência oficial do primeiro-ministro.

"Vamos juntar centenas de pessoas de todo o país e exigir a descida drástica dos impostos sobre os combustíveis e energia", explica, em declarações ao Nascer do SOL, André Ventura. É de realçar que, segundo o Executivo, se for verificada uma subida do IVA de cinco cêntimos, o ISP será cortado em cinco cêntimos. Neste momento, existe um mecanismo de compensação, porém, de acordo com o primeiro-ministro, a medida que estava em vigor relacionava-se com o valor médio anterior. “Agora é o valor por litro. É mais direto”, explicou, garantindo que a ideia é neutralizar o impacto da subida do preço na parte que o contribuinte entrega ao Estado. Naquilo que concerne o IVA, fica dependente de decisão da Comissão Europeia. 

Mas, para o dirigente político, tal "é claramente insuficiente". "Aliás, várias entidades já o referiram, nomeadamente, os revendedores. O governo tem de ter coragem para tomar medidas definitivas de corte na pesadíssima carga fiscal sobre combustíveis, em vez de fazer alargamentos do autovoucher e decolver o ISP em função do IVA. Isto não vai resolver o problema", adianta Ventura, asseverando que o partido "está a apelar a todos os cidadãos que participem, sejam do Chega ou não, e a organizar a mobilização de todas as distritais do Chega para que estejam em São Bento".

"Queremos que o primeiro-ministro perceba que esta escalada de preços não pode continuar e que o governo tem de aliviar a carga fiscal sobre os portugueses para compensar esta subida", finaliza, sendo relevante mencionar que os impostos representam mais de 60% do preço final dos combustíveis. Deste modo, por cada 100 euros gastos em gasolina, o consumidor paga 60 euros de impostos. Se tivermos em consideração estes números, entendemos o motivo pelo qual Portugal é um dos países da União Europeia em que os valores dos combustíveis são mais elevados.

Recorde-se que, na passada segunda-feira, o Chega questionou o Ministro das Finanças acerca do "aumento brutal do preço dos combustíveis". Num documento endereçado a João Leão, André Ventura, o ainda deputado único do partido, começou por referir que "de acordo com os dados do Observatório de Energia da Comissão Europeia, os preços dos combustíveis na Europa continuam com tendência para aumentar, devido ao peculiar contexto geopolítico que estamos a viver". "Tendo presente que Portugal é dos países mais pobres da União Europeia, consideramos as medidas recentemente decretadas pelo Governo, claramente insuficientes para conter a acentuada e abrupta subida do preço dos combustíveis", declarou.

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