Sociedade

António Costa diz que aumento dos preços de alguns bens é "dado adquirido"

O primeiro-ministro reiterou ainda que a Ucrânia precisa de respostas da União Europeia rapidamente, uma vez que o processo de adesão é "demorado".


O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira que a Ucrânia precisa de uma resposta "urgente" e concreta" por parte da União Europeia (UE).

Em declarações aos jornalistas, em Versalhes, na França, onde está atualmente a participar na cimeira da UE, o primeiro-ministro sublinhou que o processo de adesão é "demorado" e que, por isso, a Ucrânia necessita de respostas rápidas.

"O que a Ucrânia hoje precisa é de uma resposta urgente e efetiva e, portanto, o processo de adesão [à UE] é um processo necessariamente demorado, necessariamente incerto. Há países que estão há anos e anos e anos a negociar e ainda não conseguiram a adesão", disse o chefe do Governo português.

"Portanto, nós temos de ser imaginativos e dar uma resposta que seja concreta, rápida e que produza o efeito essencial, que é apoiar a reconstrução da Ucrânia, dar confiança aos ucranianos no futuro, no seu desenvolvimento económico e, entre a adesão e o acordo de associação que já existe, há varias hipóteses onde é preciso ser imaginativo e trabalhar para que a resposta seja efetiva, rápida, urgente e que não seja algo que se estenda no tempo", acrescentou.

Ao falar sobre como a guerra afeta diretamente outros países, especificamente Portugal, António Costa admitiu que o aumento do preço de alguns bens é um "dado adquirido", mas garantiu, contudo, que "não haverá falta de nenhum bem essencial".

"Neste momento não há nenhum cenário previsto para a escassez de bens essenciais”, afirmou. "Há reservas para assegurar que não haverá escassez", realçou.

"A subida de preços é um dado adquirido e há um limite da capacidade de intervenção política sobre isso. Quando o principal país fornecedor de uma matéria prima não a produz é evidente que ela vai escassear e aumentam os preços", reiterou o primeiro-ministro. 

Também o aumento dos preços dos combustíveis foi tema de conversa e o chefe do Governo afirmou estar disponível para avançar com uma descida temporária do IVA, lembrando, no entanto que é necessária uma autorização de Bruxelas para tal acontecer.

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