Sociedade

Exames só para o Superior

Comissão considera que ‘ensino básico e secundário no ano letivo de 2021/22 ficou ainda marcado pela continuação de perturbações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino’.

Exames só para o Superior

Depois de o Nascer do SOL ter noticiado, na semana passada, que não se sabia se este ano os alunos voltariam a fazer provas a todas as disciplinas ou se, como nos últimos dois anos, fariam exames apenas nas disciplinas específicas para acesso aos cursos que pretendem, a Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) recomendou ao Governo a segunda opção.

A CNAES reconhece que «o ensino básico e secundário no ano letivo de 2021/22 ficou ainda marcado pela continuação de perturbações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino», devido às medidas de controlo da pandemia de covid-19, que justificam «a adoção e manutenção de medidas excecionais e temporárias no âmbito do ensino secundário e do acesso ao ensino superior».

Em comunicado, esclareceu que devem ser «aprovadas medidas excecionais para garantir o acesso ao ensino superior a estudantes oriundos dos sistemas de ensino secundário estrangeiros», sendo que «procedendo à derrogação transitória do regime relativo à substituição de provas de ingresso exigidas para candidatura ao ensino superior português por parte dos titulares de cursos de nível secundário de países onde se tenha determinado o cancelamento dos exames finais do ensino secundário como medida de mitigação da pandemia da doença covid-19 ou decorrendo de alterações curriculares cuja vigência se iniciou nesse contexto», explica-se no comunicado.

Na semana passada, o Nascer do_SOL conversou com Guilherme (estudante de 17 anos do Agrupamento de Linda-a-Velha e Queijas, no concelho de Oeiras) e Catarina (de 16 anos, aluna do curso de Ciências e Tecnologias que iniciou o Ensino Secundário em 2020, no Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre, em Lisboa). «Tão depressa sobem os números de infetados, de óbitos e internamentos como descem. Torna-se complicado tomar decisões, mas a verdade é que concordo. E não só com isto: o facto de existir um conjunto de perguntas opcionais em que contava a melhor resposta foi ótimo», apontou o primeiro. «O número de infetados pode estar a baixar, mas a pandemia ainda não acabou. Por isso, acho que as medidas devem manter-se iguais. Por exemplo, quando falo com os meus irmãos mais velhos, entendo que estou a ter um percurso completamente diferente do deles. Estou no 11.º ano e parece que não sei o mesmo que eles, sinceramente», observou a segunda.

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