Cultura

Gares Marítimas de Lisboa no WMF

Inaugurada em 1943, a Gare Marítima de Alcântara foi construída sob projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, no mesmo estilo modernista que a Rocha do Conde de Óbidos.

Gares Marítimas de Lisboa no WMF

As Gares Marítimas de Alcântara e Rocha do Conde d’Óbidos foram selecionadas pelo programa Watch 2022 do World Monuments Fund (WMF) como um dos «25 lugares com importância cultural extraordinária, que enfrentam desafios globais e requerem uma preservação urgente e vital para as comunidades locais». A seleção do projeto português que foi apresentado pelo Porto de Lisboa, ocorreu entre mais de 225 candidaturas atestando o alcance mundial do seu valor histórico e artístico.

Segundo a nota de imprensa das Gares, a inclusão destas e dos seus murais na presente edição «chama a atenção para um património único, que testemunha um momento crucial da história moderna de Portugal e, mais especificamente, de Lisboa». Segundo a mesma, os edifícios e as obras de arte integradas, «confrontam a visão nacionalista e ordenada do Estado Novo com a resiliência do povo português, retratada pelo olhar crítico de Almada Negreiros». Inaugurada em 1943, a Gare Marítima de Alcântara foi construída sob projeto do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, no mesmo estilo modernista que a Rocha do Conde de Óbidos. «Os murais representam narrativas associadas ao comércio marítimo, à emigração e ao quotidiano das comunidades do porto, retratando, o trabalho da comunidade afrodescendente em Portugal, um tema de importância pessoal para Almada, que nasceu em São Tomé e Príncipe», explica o comunicado.

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