Politica

Ministra descarta responsabilidades no caso da repetição da votação na Europa

PSD fala em “vergonha nacional” e acusa MAI de ser “incendiário” e “irresponsável”.


A ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, afirmou, esta quarta-feira no Parlamento, que o Governo e a Administração eleitoral são "alheios" aos factos que originaram a decisão do Tribunal Constitucional de mandar repetir as eleições no círculo da Europa.

Van Dunem, presente no Parlamento para prestar declarações sobre caso, foi questionada pelo PSD acerca do facto de muitos emigrantes ainda não terem recebido o boletim para votarem na repetição das eleições, o que é corroborado pelo testemunho de Pedro Rúpio, presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas.

A ministra afirmou que, de acordo com os dados que tem, entre 72% e 99% dos eleitores terão recebido o boletim. "Pode haver falhas", que serão indagadas, disse.

Sublinhe-se que para a repetição da votação foi decretada após a anulação de mais de 150 mil votos, na sequência de um entendimento diferente que várias mesas de voto deram à lei que exige que os votos devem vir acompanhados de uma cópia do documento de identificação. Houve mesas que contaram todos os votos, com ou sem documento a acompanhar, e outras que não o fizeram.

Sobre a falta de entendimento nas mesas, o PSD, na voz de José Silvano, não hesitou em apontar o dedo o Ministério da Administração Interna, acusando-o de ser “incendiário” e “irresponsável, por não ter tido em conta a falta de formação jurídica dos cidadãos nas mesas de voto.

Para os sociais-democratas os dias de votação – 8 e 9 de fevereiro – ficarão para a história como “trágicos” e a situação é uma "vergonha nacional".

Em resposta, a ministra assegurou que serão realizadas “novas ações de formação” e sublinhou que a Administração Eleitoral cumpriu o seu dever com "brio" e "honra".

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