Internacional

Biden não vai descansar enquanto sanções não enfraquecerem completamente economia russa

Os Estados Unidos anunciaram novas sanções que serão aplicadas a membros do governo russo e a 400 oligarcas e empresas que apoiam Putin. A Casa Branca avisa que quer continuar a "enfraquecer a capacidade do Banco Central russo de implantar reservas internacionais, incluindo ouro". 


Joe Biden volta atacar a Rússia ao anunciar novas sanções, esta quinta-feira, que miram mais uma vez a economia do país, um setor que o Presidente dos Estados Unidos já admitiu que quer fragilizar, de modo a estagnar a produção de uma das melhores máquinas financeiras do mundo. 

As novas sanções de Washington visam a Duma (câmara baixa do Parlamento russo) e 400 figuras e empresas próximas ao Presidente russo Vladimir Putin, incluindo 328 legisladores e 48 empresas de defesa russas.

Segundo um comunicado divulgado hoje pela Casa Branca, as medidas apresentadas foram tomadas em conjunto com a União Europeia (UE) e o G7 (as sete maiores economias do mundo), numa iniciativa que pretende evitar a evasão das sanções já aplicadas e continuar a "enfraquecer a capacidade do Banco Central russo de implantar reservas internacionais, incluindo ouro", devido à guerra que começou em território ucraniano. 

"As nossas sanções à Rússia não têm precedentes - em nenhuma outra circunstância nos movemos tão rapidamente e de forma tão coordenada para impor custos devastadores a qualquer outro país. O rublo desvalorizou-se substancialmente e os mercados devem enfraquecer ainda mais", destacou a Casa Branca.

De acordo com os EUA, que citou o Instituto de Finanças Internacionais, a economia deverá contrair até 15% ou mais em 2022, sendo que esse colapso económico do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia poderá erradicar os lucros económicos recolhidos nos últimos 15 anos. 

Na lista dos visados pelas novas sanções norte-americanas está Herman Gref, chefe da maior instituição financeira da Rússia (Sberbank) e conselheiro de Putin, desde os anos 1990, o empresário e bilionário Gennady Timchenko, assim como as suas empresas e familiares, e ainda 17 membros do banco russo Sovcombank.

Além destes nomes, também foram sancionadas 48 grandes empresas estatais de defesa russas, que integram a base industrial defensiva da Rússia e que produzem armas que foram usadas no ataque à Ucrânia. 

"Enquanto o Presidente Putin continuar esta guerra, os Estados Unidos e aliados e parceiros estão comprometidos em garantir que o Governo russo sinta os efeitos combinados de nossas ações económicas atuais e futuras", sublinhou Washington na mesma nota.

Ao seguir esta linha de punições, o Departamento de Estado norte-americano anunciou também hoje novas sanções económicas e diplomáticas contra elites russas, como líderes, funcionários, executivos seniores ou membros do conselho de administração do PJSC Sovcomba, do grupo Volga, da empresa Transoil, assim como os seus familiares e propriedades.

Portanto, todos os bens e interesses de propriedade dos indivíduos e entidades sancionadas que estejam nos Estados Unidos estão bloqueados, bem como quaisquer entidades detidas, direta ou indiretamente, em 50% ou mais, por uma ou mais pessoas sancionadas.

As transações comerciais entre pessoas que estejam nos EUA com as entidades e cidadãos visados pelas sanções também estão proibidas, a menos que sejam autorizadas por uma licença.

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