Desporto

Explosão na petrolífera Aramco ocorre durante primeira sessão de treinos livres da F1 no circuito de Jeddah

O piloto da Red Bull Racing e atual campeão do mundo, Max Verstappen, queixou-se do cheiro a queimado, que pensava que seria do seu monolugar, chegando mesmo a perguntar à sua equipa se o carro estava a arder. No entanto, a explicação pode estar na explosão. 


Ocorreu uma grande explosão nas instalações da Aramco, companhia petrolífera da Arábia Saudita, que se situa a cerca de 20 quilómetros do circuito de Jeddah, onde estava a decorrer o primeiro treino livre do Grande Prémio de Fórmula 1 (F1), agendado para este fim de semana. 

O piloto da Red Bull Racing e atual campeão do mundo, Max Verstappen, queixou-se do cheiro a queimado, que pensava que seria do seu monolugar, chegando mesmo a perguntar à sua equipa se o carro estava a arder. No entanto, a explicação pode estar na explosão. 

Segundo a imprensa internacional, a explosão foi um ataque dos militantes Xiitas Houthis, um movimento rebelde do Iémen, que disputa uma guerra com a Arábia Saudita desde 2014. Nas várias imagens divulgadas na rede social Twitter, é possível ver a nuvem densa de fumo que se espalhou no céu, alegadamente provocada por um míssil. 

A defesa aérea da Arábia Saudita conseguiu destruiu sete drones e um míssil lançado também pelos Houthis, adiantou o ArabNews. 

Sublinhe-se que antes deste acontecimento, os responsáveis da F1 já tinham informado que estariam a monitorizar o local da pista, estando atentos a iminentes ataques que poderiam ocorrer perto do circuito. 

Mesmo com a explosão, a primeira sessão de treinos livres terminou sem qualquer problema e a qualificação para a corrida da Fórmula 2 foi concluída sem qualquer imprevisto. No entanto, será possível que os responsáveis da F1 emitam um comunicado sobre o sucedido, uma vez que este ataque poderá ter implicações no Grande Prémio deste fim de semana. 

A guerra do Iémen foi despoletada em 2014, quando os rebeldes Xiitas Houthis se apoderaram da maior parte do país, a capital Sanaa, forçando o presidente Abd-Rabbu Hadi a fugir. Em março de 2015, a violência agravou-se no momento em que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita se juntaram para formar uma coligação militar de apoio ao presidente Hadi e, assim, travar os Xiitas Houthis. 

Em oito anos, este conflito armado provocou uma grave crise humanitária que levou 16 milhões de pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a passarem fome, e que tirou ainda a vida a mais de 370 mil pessoas.

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