Desporto

Faltam 234 dias para o pontapé de saída no Mundial

Faltam 234 dias para o pontapé de saída da seleção na fase de grupos do Mundial. Grupo H foi o que calhou em sorte à seleção, que em 2014 “morreu abraçada ao Gana”.


Já foi o sorteio, já houve tempo para reavivar encontros anteriores e agora só faltam mesmo longos 234 dias para o pontapé de saída da seleção portuguesa na fase de grupos do Campeonato do Mundo, num jogo marcado para 24 de novembro frente ao Gana. Dos adversários do grupo H que caiu em sorte no sorteio da passada sexta-feira – além do Gana, o Uruguai e a Coreia do Sul – nenhum é uma estreia... e o único encontro favorável para os portugueses foi mesmo com os ganeses, não que tivesse ajudado muito.

Portugal jogou contra os africanos no Mundial de 2014, no último desafio da fase de grupos depois de perder frente à Alemanha e empatar com os EUA. Venceu o Gana por 2-1, cortesia de um auto golo de John Boyle e de um golo de Cristiano Ronaldo, mas acabou ali. “Cristiano Ronaldo marca, Portugal vence, mas morre abraçado com Gana”, titulou na altura a imprensa brasileira, sumarizando o falhanço da seleção portuguesa no apuramento para os oitavos de final.

A segunda jornada da fase de grupos será a 28 de novembro, com um Portugal-Uruguai. E aqui será mesmo um reencontro com o carrasco de 2018. A seleção foi derrotada em Sochi por 2-1 no encontro dos oitavos de final, com dois golos de Edinson Cavani, que lá estará. “É um grupo muito equilibrado, no qual creio que os quatro têm possibilidades e são fortes. Estamos muito entusiasmados com o que pode vir a acontecer. Apostamos em ganhar os jogos que temos pela frente, mas será difícil superar qualquer uma das equipas. Fosse qual fosse o adversário, seria sempre bom”, disse o selecionado uruguaio, sem abrir as hostes. Por fim a Coreia do Sul, agora liderada por Paulo Bento, que Portugal enfrentou no último jogo da fase de grupos para o Mundial de 2002. Perdeu por 1-0 e foi eliminado. O encontro será a 2 de dezembro.

Ainda assim Fernando Santos, com fé na seleção e no geral, olha para o ranking e conclui que Portugal é favorito. “Não há grupos fáceis, há grupos difíceis. É o sorteio. Temos no nosso grupo futebol de três continentes, quatro com a Europa. Gana e Coreia do Sul são equipas que conhecemos menos, temos que ter muita atenção. O Uruguai já enfrentamos no último Mundial”, avaliou o selecionador. “É como um copo meio cheio e meio vazio. Se olhássemos para o Mundial anterior, o Uruguai seria o favorito. Se olharmos agora para o ranking, Portugal será o favorito. Gana e Coreia do Sul têm feito um percurso muito forte. O Paulo Bento tem feito um trabalho fortíssimo no futebol sul-coreano”.

No caminho rumo ao Mundial do Catar, marcado por polémicas e críticas, pela mudança da prova para o inverno e agora pela guerra na Europa, a expulsão da Rússia – e no campo da expectativas estritamente futebolísticas pela não qualificação da Itália –, a participação da Ucrânia ou da Escócia é a derradeira incógnita, já que o play-off foi adiado para junho e há novos apelos para que realiza ainda mais tarde. O pedido foi feito este fim de semana por Taras Stepanenko, médio do Shakhtar Donetsk, em entrevista ao Times. “Não queremos ser vistos como as vítimas. Somos homens fortes e capazes, toda a gente está bem e podemos jogar a 100%. Mas a questão que colocaria é como é podemos jogar um jogo tão importante se não jogamos há tanto tempo?”. 

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