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PCP. Escalada da guerra e sanções à Rússia “não servem” a paz

Jerónimo de Sousa exigiu ao Governo do PS “medidas para enfrentar o problema do aumento do custo de vida”, propondo “uma política de controlo e fixação de preços de bens e serviços essenciais”.

PCP. Escalada da guerra e sanções à Rússia “não servem” a paz

“A escalada armamentista e a política de sanções económicas, comerciais, financeiras, culturais e desportivas não servem a causa da paz, nem os interesses dos povos”. A garantia foi dada por Jerónimo de Sousa, numa altura em que o partido tem estado debaixo de fogo por não censurar a invasão russa contra a Ucrânia e, mais recentemente, por ter chumbado o pedido de uma sessão solene com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por videoconferência, na Assembleia da República.

“A política de sanções tem sido pretexto para os grupos económicos fomentarem a especulação”, que “fez aumentar preços de bens que já estavam produzidos ou cujas matérias-primas tinham sido negociadas e compradas há vários meses”,disse o secretário-geral do partido comunista. 

De acordo com o líder do PCP deve ser dada “prioridade ao desenvolvimento de iniciativas e medidas que possibilitem um cessar-fogo e uma solução política do conflito”, pedindo que não se incentive a escalada “carregando mais armas para o conflito”, disse num discurso em Montemor-o-Novo, no final do almoço comemorativo do 101.º aniversário do partido.

Jerónimo de Sousa responsabilizou a “ação do poder ucraniano”, que chamou de “xenófobo e belicista”, por ter causado, nos últimos oito anos, “mais de 14 mil mortos entre os seus próprios cidadãos”. E afirmou: “Aqueles que recusaram acompanhar-nos nessa condenação têm a consciência pesada pelo seu silêncio e conivência”, mas “escusam de tentar esconder a sua cumplicidade com a guerra fazendo falsas acusações ao PCP”.

O dirigente comunista disse ainda que “o percurso do PCP não admite quaisquer dúvidas” quanto à sua posição, salientando que o partido condena “toda a guerra que leva já oito anos na Ucrânia” e o “caminho de ingerência, violência e confrontação”.

No seu discurso de cerca de 20 minutos, Jerónimo de Sousa exigiu ao Governo do PS “medidas para enfrentar o problema do aumento do custo de vida”, propondo “uma política de controlo e fixação de preços de bens e serviços essenciais”. E pediu também o aumento geral dos salários e das pensões para evitar “a perda de poder de compra” e defendeu “uma política que valorize a produção nacional” para que o país seja “capaz de produzir uma boa parte do que consome”.

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