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Rússia e forças pró-Putin atingem fábrica Azovstal com "artilharia e aviões"

"Fomos bombardeados a noite toda (...) duas mulheres foram mortas e agora está a decorrer um ataque a Azovstal", anunciou o vice-comandante do regimento Azov, Sviatoslav Palamar, ao site de notícias Ukrainska Pravda.


O complexo industrial siderúrgico de Azovstal – onde estavam os últimos resistentes ucranianos da cidade Mariupol – foi atingido, esta terça-feira, com “artilharia e aviões” do exército russo e das forças pró-russas.

"Neste momento, unidades do exército russo e da República Popular de Donetsk, com recurso a artilharia e aviões, estão a começar a destruir" as "posições de tiro" dos combatentes ucranianos que saíram da fábrica, confirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Vadim Astafiev, numa mensagem partilhada pelas agências de notícias russas.

O regimento ucraniano Azov, que está a defender o complexo industrial, "aproveitou" o cessar-fogo declarado para retirar civis, para também abandonar as caves da siderúrgica e "adotar posições de tiro no território e nos prédios da fábrica", segundo explicou o porta-voz das forças armadas russas.

"Fomos bombardeados a noite toda (...) duas mulheres foram mortas e agora está a decorrer um ataque a Azovstal", anunciou o vice-comandante do regimento Azov, Sviatoslav Palamar, ao site de notícias Ukrainska Pravda.

O vice-comandante pediu ainda ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, "uma ação forte", alegando que "a situação está muito difícil".

Mais de 101 civis foram "retirados com sucesso" dos túneis da fábrica Azovstal, anunciou hoje o coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Osnat Lubrani. A operação foi realizada em colaboração com a Cruz Vermelha. O grupo inclui "mulheres, homens, crianças e idosos", indicou o responsável, citado pela agência AFP. 

No entanto, há vários milhares de pessoas que ficaram a meio do caminho da cidade de Zaporijia (sul), para onde estão a ser levados os civis retirados de Mariupol.

Segundo o presidente da câmara daquela cidade, Vadym Boychenko, as tropas russas estão a impedir cerca de 2.000 civis de chegarem a Zaporijia.

"Esperávamos que hoje a retirada ocorresse perto de Berdyansk. Mas as tropas russas estão a impedir os nossos planos e não permitem que os nossos cidadãos cheguem a Zaporijia", adiantou o autarca, citado pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

Em Mariupol, ainda resistem as últimas tropas ucranianas que têm continuado a lutar no grande complexo de Azovstal, onde também permanecem grupos de civis à espera de serem retirados.

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