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Ucrânia. Partidos querem explicações antes de decidir sobre inquérito

Deputados esperam mais explicações nas audições parlamentares desta semana.

Ucrânia. Partidos querem explicações antes de decidir sobre inquérito

A ideia de criar uma comissão de inquérito parlamentar para apurar o que se sucedeu no acolhimento dos refugiados ucranianos em Setúbal por cidadãos russos com alegadas ligações ao Kremlin foi lançada por Luís Montenegro, mas não está a agradar à maioria dos partidos.

O presidente da Iniciativa Liberal disse preferir “apurar aquilo que se conseguir apurar agora” na comissão de Assuntos Constitucionais, antes de se partir para uma comissão de inquérito cujo âmbito, admitiu o próprio, “não saberia definir muito bem”.

“Preferia tomar essa decisão depois de perceber exatamente o que é que esteve em causa, para saber se o âmbito da comissão de inquérito deve ser a atuação de uma autarquia ou se é a forma como o Estado português nas suas várias instâncias trata as informações sensíveis e como age sobre elas”, justificou João Cotrim Figueiredo.

Por seu lado, o secretário-geral do PCP deu o mesmo argumento utilizado pelo PS para chumbar as propostas de audição do presidente da Câmara de Setúbal no Parlamento para classificar como “um exagero” a abertura de um inquérito parlamentar, apesar de não se opor. 

“Façam os inquéritos que quiserem, mas, como sabem, a Assembleia da República não fiscaliza as autarquias. É um bocado exagerado, mas façam-no”, afirmou Jerónimo de Sousa.

Pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins sublinhou que “há muito poucas explicações até agora”, estando a aguardar respostas ao “exaustivo pedido de esclarecimentos ao Governo”.

A deputada única do PAN, Inês Sousa Real, reconheceu que se trata de “um caso grave e devem ser apuradas todas as responsabilidades”, mas não se pronunciou sobre como votaria uma comissão de inquérito. Já Rui Tavares, do Livre, prefere esperar pelo fim das audições parlamentares que foram aprovadas ao ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e à ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, para decidir se é necessária mais alguma iniciativa.

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