Sociedade

Fernando Santos diz que "não deve um cêntimo" ao Fisco

Selecionador “nunca deixou de ter a sua situação fiscal regularizada nos termos da lei".

Fernando Santos diz que "não deve um cêntimo" ao Fisco

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e o selecionador nacional assinam um comunicado conjunto, onde Fernando Santos garante que "não deve um cêntimo" ao Fisco.

"Em circunstância alguma a Federação Portuguesa de Futebol ou o Eng. Fernando Santos sonegaram ou iludiram informação relativa à sua relação contratual perante a Autoridade Tributária ou qualquer outra autoridade, tendo sempre declarado integral e pontualmente todos os pagamentos / rendimentos decorrentes dessa relação", lê-se num comunicado conjunto da FPF e do selecionador nacional, divulgado, esta sexta-feira, na sequência da notícia do Expresso, que dá conta de que a Autoridade Tributária exige ao selecionador 4,5 milhões de euros em impostos não pagos.

Segundo aquele jornal, o Fisco suspeita que Fernando Santos recebeu os salários de 2016 e 2017 através de uma empresa considerada fictícia criada em 2014, pouco antes de ser contratado pela FPF, sendo estes 4,5 milhões de euros referentes aos impostos devidos pelos cerca de 10 milhões de euros que a tal empresa, Femacosa, faturou à FPF.

Destes 10 mulhões, 25% foram para outras empresas, criadas pelos adjuntos. Os restantes 75% foram para a Femacosa, declarando Fernando Santos um ordenado de cinco mil euros por mês, na qualidade de sócio-gerente. Sublinhe-se que se tivesse recebido o salário através de um contrato de trabalho o seu escalão de IRS seria o máximo, pagando assim mais impostos.

No comunicado, a FPF e Fernando Santos alegam que os 4,5 milhões de euros em causa já foram pagos. "Sem prejuízo da reserva que legitimamente pretendem preservar, impõe-se clarificar que as liquidações promovidas pela Autoridade Tributária foram integral e prontamente pagas, incluindo os pertinentes juros compensatórios, pelo que o Eng. Fernando Santos não só não deve um único cêntimo à Autoridade Tributária como nunca deixou de ter a sua situação fiscal regularizada nos termos da lei", lê-se no documento.

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